A aurora de 2010 rompeu sob a égide da esperança de um povo. Uma nação dividida que assopra as velas comemorativas dos seus 50 anos de independência sem ao menos ter afastado de si o vento das mazelas pelas quais são acometidos dia após dia. Os sentidos do mundo se aguçam sobre a África como se fosse ela o berço perdido da humanidade reencontrado faminto, carente e com olhos de súplica.
Desvendar os insondáveis mistérios da força desse povo é remeter-se ao tripé que os sustenta: identidade, ancestralidade e religiosidade.
Em homenagem ao dia internacional da mulher, dedicamos nossa ginga as mulheres africanas e brasileiras, mães, esposas, trabalhadoras que não se acovardaram frente ao mundo moderno e, arregaçando as mangas, foram à colheita dos sonhos plantados em suas memórias. Mulheres de sangue real, candaces de uma nova era.
Que as forças da natureza aqui representadas ratifiquem o compromisso em manter vivo o eterno louvor às nossas origens, o ventre pelo qual nascemos, a soberania da mulher em sua plenitude solidificada em Oxum e Yemanjá - as águas que a todos banham, e em Yansã - o vento que em todos sopra e o fogo que a tudo consome.
Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!
