terça-feira, 24 de agosto de 2010

A emocionante entrega do Troféu Palmares

Chica Xavier, Mãe Neide e Alaíde do Feijão recebem as estatuetas, respectivamente, de Juca Ferreira, Zulu Araújo e Vovô

Mãe Neide D´Oxum, Alaíde do Feijão e Chica Xavier subiram ao palco do Teatro Nacional de Brasília, sexta-feira passada (20), para receber, simbolicamente, a homenagem pelo trabalho em benefício da sociedade brasileira: o prestigioso e significativo Troféu Palmares, concedido pelo Ministério da Cultura, por meio da Fundação Cultural Palmares, e que marca, também, os 22 anos de existência desta organização.

A vencedora do campo religioso, Mãe Neide D'Oxum, de Alagoas, recebeu a estatueta das mãos do presidente Zulu Araújo. "Um prêmio mais que merecido! Mãe Neide, além do importante acolhimento espiritual que realiza em Maceió, foi uma das primeiras a acudirem os nossos irmãos quilombolas, em união dos Palmares (AL), durante as enchentes ocorridas no estado", afirmou. Com um belo canto de saudação a Yemanjá, a sacerdotisa agradeceu à Palmares e às pessoas que nela votaram.

Para entregar o prêmio à vencedora do campo social, Alaíde do Feijão, subiu ao palco Antônio Carlos dos Santos - o Vovô -, ilustre fundador da agremiação Ilê Aiyê, de Salvador (BA). "Estou muito feliz por entregar este símbolo da Palmares para uma conterrânea! Alaíde é importante não só pela culinária que pratica, mas por tudo que já fez pelo movimento negro, que, ao longo dos anos, alimentou não apenas com seu famoso feijão, mas com idéias e coragem", resumiu Vovô.

Por fim, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, passou o troféu às mãos da atriz Chica Xavier, a vitoriosa candidata do campo cultural. Em agradecimento, Chica entoou um comovente canto de louvação aos deuses africanos. Juca Ferreira reverenciou a grande artista, precursora e símbolo de gerações e gerações de atrizes e atores negros, parabenizando a Fundação Cultural Palmares pelo importante trabalho de preservação e incentivo à cultura afro-brasileira realizado durante sua gestão.

Noite mais emocionante, impossível. 

Fonte: FCP (Por Sal Freire)
Foto: Sétima Produções | Divulgação Palmares

Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!

Sete divas e um oceano musical para Yemanjá




7 rainhas: Margareth Menezes, Luciana Mello, Rosa Marya Colin, Alaíde Costa, Mart´nália, Paula Lima e Daúde 




Maestro, orquestra e banda abrem o espetáculo

Concerto Mães D´Água - Yèyé Omó Ejá. Teatro completamente lotado. Entram orquestra, banda e maestro. Os primeiros acordes anunciam a grandeza da celebração. Todos vestindo branco no palco azul, beleza de espuma nas ondas do mar, berço de Yemanjá.

Sob a suave iluminação, emerge do oceano musical a primeira sereia da noite, ornada como deusa, com porte de rainha, Paula Lima, entoando, com sua voz especialíssima, Caminhos do mar, de Dorival Caymmi, Danilo Caymmi e Dudu Falcão. O público, desde o início arrebatado, aplaude ainda mais quando ouve uma outra voz, vinda das coxias, abraçar o canto de Paula: é Luciana Mello, com seu jeito de sereia-menina e um cativante sorriso no rosto, que vem cantando a bela Arrastão, de Edu Lobo e Vinícius de Morais. E é Luciana que continua (en)cantando, com Pedra e areia, de Lenine e Dudu Falcão.

Não poderia ser mais impactante a abertura do espetáculo, que trouxe aos holofotes do Teatro Nacional, em Brasília, sete sereias, divas, divindades negras da música brasileira. Concerto dedicado às mulheres e à grande mãe africana do Brasil, a senhora das águas Yemanjá, iyabá (orixá feminino) da mitologia afro-brasileira que indiscutivelmente é a mais louvada e cantada por todo País, e, por isso, escolhida pela Fundação Cultural Palmares para ser o fio condutor do show, que encerrou, em grande estilo, as comemorações do seu aniversário de 22 anos.

E o espetáculo continua num crescendo de emoção. Quem vem pra beira do mar, de Dorival Caymmi,Canto de Iemanjá, de Baden Powell e Vinícius de Moraes, e Conto de areia, de Romildo S. Bastos e Toninho Nascimento, são as perólas seguintes, ofertadas à Rainha das Águas pelas ilustres sereias-mães Rosa Marya Colin e Alaíde Costa. O lirismo, a suavidade e o romantismo emprestados às músicas pela voz destas maravilhosas cantoras enfeitiçaram de tal modo os navegantes dessa nau sonora, que, por pouco, muitos não se atiraram ao mar, em busca da eternidade deste momento de perfeição estética.

Margareth Menezes, diva negra do poder, força e afirmação, chega com o grande Candeia, da velha-guarda da Portela, avisando que O mar serenou "quando ela pisou na areia....", arrancando ovações da platéia. E o que parecia impossível aconteceu, mais entusiasmo ainda no ambiente com a entrada dadiva-contra-diva Mart´nália, fazendo um surpreendente dueto com Margareth em Rainha do mar, de Dorival Caymmi. Com sua autenticidade, irreverência e um admirável "jogo de cintura", provado ao driblar, com maestria, o esquecimento da letra de Na beira do mar, de Mateus e Dadinho, Mart´nália conquista as palmas e o afeto da platéia.

E a esperada última sereia da noite, Daúde, pousa como uma libélula dourada nestas águas simbólicas já repletas de ricas oferendas musicais à Rainha do Mar. Seu timbre, sofisticado e originalíssimo, transformou Agradecer e abraçar, de Vevé Calazans e Gerônimo, e Lenda das sereias, de Vicente, Dionel e Veloso, em dois luxuosos presentes oferecidos a Yemanjá, nesta noite memorável, imortalizada pela gravação ao vivo de um DVD.

Os brilhantes solos e duetos sustentaram o espetáculo até o final, quando as sete divas, em um encontro emocionante, cantaram juntas Dois de fevereiro, o grande hino a Yemanjá composto pelo baiano Dorival Caymmi.

Embora a conexão entre as divas e a divindade - suas sete representações - permeasse toda a concepção do espetáculo, o mimetismo não se expressou de forma óbvia. O figurino, criativo e belíssimo, e a iluminação, que realçava, com sensibilidade, o clima de cada canção, foram os ´detalhes´ que fizeram a diferença, complementando, com brilho e luxo, do jeito que Yemanjá gosta, este grandioso espetáculo.

Parabéns, Palmares!


Fonte: FCP (Por Sal Freire)
Fotos: Sétima Produções | Divulgação Palmares

Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!

Parabéns, Brenda!


E as comemorações de aniversários no mês de Agosto não páram. Depois de Givaldo e André hoje a festa é de Brenda, nossa querida Xuxa.
Com um jeito inconfundível de moça traquina e ao mesmo tempo tímida é impossível não se render aos encantos dessa mulher-menina. Seus comentários, sempre irreverentes, permeiam de alegria nossos ensaios, apresentações e reuniões. Com a postura de quem não veio ao mundo a passeio, Xuxa conquista seu espaço naturalmente encantando a todos com uma simplicidade e carisma frutos daquilo que mais sabe fazer: amar.
Amamos você, Xuxinha!


Saiba mais sobre Brenda clicando aqui.


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Deus é tudo acima de todas as coisas!
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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Parabéns, André!

Hoje é aniversário do nosso Diretor de Produção, André Albuqerque.


Nada que aqui seja escrito pode ser fiel à intensidade do nosso sentimento por você. Nenhuma palavra, gesto ou ação. Nada além do que você vê em nossos olhos, porque é através deles que a sinceridade e a felicidade da alma encontram uma brecha e se lançam para fora.
Parabéns por ser essa pessoa destemida, prestativa e generosa. Parabéns por estar presente em nossa família e dar mais sentido a ela. Parabéns pelas risadas, pelos puxões-de-orelha, conselhos e brincadeiras. Parabéns por preferir fazer o espetáculo a assistí-lo. Parabéns por fazê-lo sempre com o zelo e a atenção somente encontrados nos mestres. Parabéns por mais que tudo.
Damos-lhe os parabéns porque apenas agradecer nunca seria suficiente.
Amamos você!

Saiba mais sobre André clicando aqui.

Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!

sábado, 21 de agosto de 2010

O memorável encontro de sete divindades negras


Alaíde Costa, Daúde, Luciana Mello, Margareth Menezes, Mart´nalia, Paula Lima e Rosa Marya Colin



"Yèyé significa mãe, em yoruba; yèyé omó ejá[1], mãe cujos filhos são peixes; mãe d´água - ou Iemanjá. Mito africano, reverenciado em quase todo o mundo, Iemanjá nasceu negra, mas foi embranquecendo, na esteira do mimetismo dos negros escravizados com a cultura de seus dominadores. Para reafirmar as origens desta bela lenda, sobem ao palco do Teatro Nacional de Brasília, nesta sexta-feira (20), sete grandes intérpretes negras da Música Popular Brasileira.


Mães D´Água - Yèyé Omó Ejá, o concerto produzido pela Fundação Cultural Palmares para celebrar seus 22 anos de criação, promove um inédito encontro entre Alaíde Costa, Daúde, Luciana Mello, Margareth Menezes, Mart´nália, Paula Lima e Rosa Marya Colin, que, sob a regência do maestro Ângelo Rafael Fonseca, executarão um repertório composto por canções que saúdam a rainha das águas. Como linha-guia do concerto, os sete mais conhecidos arquétipos da iyabá (feminino de orixá) das águas."

Esta é a descrição do Espetáculo dirigido por Fábio Espírito Santo, Mães D'Água, no qual as sete cantoras convidadas representaram as sete Iemanjás. O espetáculo, que aconteceu ontem, poderá chegar às nossas casas através do DVD gravado na ocasião. Poder compartilhar notícias sobre o sucesso de iniciativas culturais que enobrecem as religiões afro-brasileiras é, indiretamente, endossá-las com o orgulho e muito axé. Que a despeito do preconceito (contra o qual sempre lutaremos) possamos desenvolver as nossas atividades e pautar o nosso trabalho na seriedade de quem tem amor pela religião e pelos orixás. Que estes sejam a chancela de integridade presente na FCP e também no Yaônilé.

Fonte: FCP

Axé a todos os nossos irmãos!
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Fundação Palmares completa 22 anos!

Parabéns para todos nós, de fato! A Fundação Palmares é uma entidade pública vinculada ao Ministério da Cultura - Minc, instituída pela Lei Federal nº 7.668, de 22.08.88, tendo o seu Estatuto aprovado pelo Decreto nº 418, de 10.01.92.

O artigo 215 da Constituição Federal de 1998 assegura que o "Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais populares, indígenas e afro-brasileiras, e de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional".

A FCP/Minc formula e implanta políticas públicas que têm o objetivo de potencializar a participação da população negra brasileira no processo de desenvolvimento, a partir de sua história e cultura.

A FCP tem como Visão de Futuro consolidar-se como instituição de referência nacional e internacional na formulação e execução de políticas públicas da cultura negra, sendo sua missão promover a preservação, a proteção e a disseminação da cultura negra visando à inclusão e ao desenvolvimento da população negra no Brasil.

Crenças e princípios que norteiam as ações e as condutas da FCP:

COMPROMETIMENTO: Envolvimento no combate ao racismo, na promoção da igualdade, valorização, difusão e preservação da cultura negra.

CIDADANIA: Exercício dos direitos e garantias individuais e coletivos da população negra em suas manifestações culturais.

DIVERSIDADE: Reconhecimento e respeito às identidades culturais.

Transcrevo abaixo o discurso do Presidente da FCP, Zulu Araújo, sobre o aniversário da Palmares.

"Estamos, literalmente, com o pé - e o coração - na estrada! Ao completar 22 anos de criação, a Fundação Cultural Palmares, orgulhosamente, comemora essa data especial em sete capitais brasileiras, promovendo o encontro de grupos, artistas e manifestações culturais afro-brasileiras. 

Nesse mês de festa, gostaríamos de chegar aos 26 estados brasileiros; de estar próximos do nosso povo, congregando os sotaques e ritmos de nossas mais de 5.500 cidades. A vontade ainda não pôde ser concretizada, mas estamos trabalhando para não deixar qualquer manifestação, qualquer grupo, qualquer brasileiro fora da comemoração. Essa é a nossa meta.

As atividades que ora a Fundação Cultural Palmares oferece aos brasileiros e brasileiras foram sonhadas, organizadas e concretizadas por dezenas de mãos ávidas por uma comemoração à altura de nossas conquistas - uma festa tecida com arte, poesia e engajamento, viabilizada com recursos e apoio incondicional do Ministério da Cultura. 

Esse ano, a programação comemorativa dos 22 anos de ação e militância cultural da Fundação Palmares homenageia, em especial, as mulheres brasileiras. Todas elas! Mulheres que marcaram com força, inteligência, ousadia, perseverança e graça a sua participação na história desse negro País.

Nas ruas, nos palcos, nas salas de aula, nas comunidades, sozinhas, em família ou em grupos, a mulher enfrentou desafi os múltiplos - preconceitos, desconfi anças, exclusões -, transformando, com criatividade, a realidade, sem abrir mão de sua condição feminina e fazendo por merecer esta e outras homenagens.

Chegamos a 2010 com a certeza de que passos largos já foram dados; de que a luta não é a mesma; de que as forças, reconfi guradas, ganharam outros nomes, novos desafi os, contornos muitas vezes mais sutis, porém não menos cruéis; e portanto de que seguiremos lutando. Esse é o nosso compromisso. Afi nal, nós, que portamos na cor da pele a identidade desse País, não temos o direito de nos acomodar.

O show tem que continuar! Axé!"

Parabéns à Fundação Cultural Palmares pelo brilhante trabalho desenvolvido junto às comunidades negras do Brasil e esperamos que nossas motivações sejam somadas para o engrandecimento da cultura afro-brasileira e afro-religiosa.

Axé a todos os nossos irmãos!
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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Produtora do Yaônilé viaja para São Paulo

Nossa Produtora Executiva, Bellis Leite, embarcou na madrugada desta quarta feira, 18, com destino a São Paulo. A viagem de 08 dias destina-se também à prospecção de material para o espetáculo de Danilo Aguiar encenado pelo Yaônilé, "Gira - O Movimento da Aruanda" que será lançado oficialmente em 2011. Entre os materiais estão tecidos, brocados, penas, pedras, material para dança, paramentações e artefatos cênicos.

São Paulo é hoje um dos maiores pólos no mercado de artigos religiosos, principalmente para artigos de umbanda e candomblé, equiparando-se à Feira de São Joaquim em Salvador e ao Mercadão de Madureira no Rio de Janeiro.

Esta é apenas uma das viagens através das quais o Yaônilé desenvolverá um conhecimento empírico diversificado a cerca das tradições negras e a melhor forma de representá-las respeitando a religiosidade, principalmente. Um compromisso com a qualidade da informação e a exuberância e impecabilidade do espetáculo.

Axé a todos os nossos irmãos!
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Projeto Giberú Movimenta o Bairro Santa Maria em Aracaju - Se



Acontece nesta segunda-feira, 23, a partir das 13h, a V Feira de Saúde realizada pelo Terreiro de Candomblé Ilê Axé Dematá Níh'Sahara, sob a Direção do Professor, Enfermeiro e Babalorixá Fernando Kasideran, localizado no Santa Maria. Após a feira, a partir das 20h, haverá sessão de Candomblé e culto a Obaluaê aberto a toda comunidade.

O evento será realizado em frente a sede do Ilê Axé na rua B13 - bairro Santa Maria e contará com estandes de Saúde Bucal, Glicemia, Hipertensão, Massoterapia, Farmácia do Mops e da Casa Mãe Carira, entre outros.

Haverá também a apresentação dos grupos teatrais do Mops e da SMS e realização de oficinas de Dança Afro, Capoeira Angola e Ritmos Percussivos.

O mês de agosto é considerado pelos adeptos do candomblé como o mês da Saúde. Esta é a época em que os adeptos da religião afro-descendente cultuam o Orixá Obaluaê, responsável pela ritualística tanto da doença, quanto da cura.

Fonte: Infonet (Com correções de Danilo Aguiar)

Nós do Yaônilé nos sentimos honrados em estar participando, mesmo que de maneira indireta, de um evento tão nobre e louvável como é o Projeto Giberú. Parabéns a todos os filhos do Ilê Axé Dematá Níh'Sahara e em especial ao Babá Fernando Kasideran pela construção e manutenção de tal projeto.

A todos fica o convite para prestigiar o Projeto Giberú e interceder positivamente em favor da comunidade.

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sábado, 14 de agosto de 2010

Portal da PM | SE destaca apresentação do Yaônilé!

Matéria sobre a participação do Yaônilé no 1º Seminário em Defesa da Vida: contra o racismo, intolerância religiosa e violência policial. Disponível no Portal da Polícia Militar do Estado de Sergipe.


Confiram um trecho da reportagem:

"O Seminário foi encerrado no final da manhã, com a apresentação do Grupo de Dança Yaônile, que apresentou um trecho do espetáculo ‘Gira – o movimento da Aruanda’, no pátio do quartel da PM. Durante o evento, o grupo apresentou de forma encantadora e com um figurino impecável parte do espetáculo que ainda está em fase de ajustes para lançamento em 2011." 
(...)

"O Grupo de Dança Yaônilé trabalha com dança afro, tem oito meses de criação e 22 integrantes, entre homens e mulheres. O grupo já participou da Lavagem da Conceição, abertura da Semana de Extensão da Universidade Tiradentes (UNIT) e da Semana de Consciência Negra da UNIT e tem à sua frente Danilo Aguiar, que é diretor, coreógrafo e figurinista do espetáculo que encerrou o evento desta manhã."


Axé a todos os nossos irmãos!
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"Vocês são muitos especiais!", por Iza Leite

"Dança é sempre gostoso de se ver, principalmente quando, por trás dela, tem esforços, garra, suor e muito amor!!!! Foi assim que eu vi a apresentação do Yaônilé hoje....vocês são muitos especiais!! parabéns"

Trecho transcrito da Página de Recados do Orkut do Yaônilé. Enviado por Iza Leite, uma amiga e incentivadora do grupo, irmã da nossa Produtora Executiva Bellinha Leite


A partir da esquerda: Bellinha Leite, Alan Lagoa, Diana Santos e Iza Leite.

Axé a todos os nossos irmãos!
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O Yaônilé e a PM SE selam parceria

É com muita honra que os policiais militares do nosso estado se colocam à disposição da comunidade oferecendo-lhe segurança. E é de maneira honrosa também que, a convite do Coronel Ornelas, o Yaônilé fecha uma parceria com a Polícia Militar do Estado de Sergipe para participar assiduamente dos eventos da corporação. O resultado da parceria já poderá ser visto no próximo mês de setembro quando o Yaônilé se apresentará em outro grande evento da PM SE. 

Mais uma vez agradecemos a confiança e reiteramos que o nosso compromisso não está vinculado à pessoas, folhas de pagamento ou sucesso gratuito. Somos fiéis à causa que defendemos e é por ela que estaremos sempre à frente na luta contra o preconceito racial e a intolerância religiosa.


Axé a todos os nossos irmãos!

Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé! 

1º Seminário em Defesa da Vida - PM SE #Fotos

Conforme prometido aqui estão as fotos da nossa apresentação no Quartel Central Geral da Polícia Militar de Sergipe.


Confiram!








Para ter acesso a mais fotos visite o nosso perfil oficial no Orkut.

Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

1º Seminário em Defesa da Vida - PM SE


Com a presença do Yaônilé, aconteceu na manhã desta sexta feira, 13, o encerramento do 1º Seminário em Defesa da Vida: contra o Racismo, Intolerância Religiosa e Violência Policial que teve início no dia 10 de Agosto. O evento foi promovido pela Polícia Militar, em parceria com a Sociedade de Estudos Étnicos, Políticos, Sociais e Culturais Omolàiyé e o Ilê Axé Abaçá Oyó Yangonga, instituições que têm o objetivo de elevar o conhecimento sobre a tradição e cultura afro-descendente e levar tais informações às comunidades interessadas. 

A proposta do Seminário, voltado para policiais militares, foi reunir nomes importantes do Brasil na discussão sobre segurança pública e relações raciais. Na oportunidade, autoridades civis, militares e religiosas estiveram reunidas abordando temas como "Os Órgãos de Segurança Pública e sua Herança Escravagista", "Religiosidade de Matriz Africana e a Opressão Policial no Brasil", "Racismo Institucional e a Superação da Síndrome da Ineficácia da Segurança Pública para População Negra" e "Sergipe - Um Estado Negro! Polícia Sergipana: Uma Polícia Negra!". 

No evento estiveram presentes os chefes da 4ª e 6ª Seções do Estado Maior Geral da PMSE, tenente-coronel Sento Sé e tenente-coronel Lobo, respectivamente; os comandantes das Companhias de Polícia da Grande Aracaju, oficiais e praças de Unidades e Subunidades da PMSE. Dentre os civis, marcaram presença representantes do Ilê Axé Dematá Nhi‘Sahara, Instituto de Capoeira M.M Ponty, Profº Doutorando Fernando Aguiar, Secretaria de Estado da Educação, Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN), Fórum de Educação e Diversidade Étnico-Racial de Sergipe, Ilê Axé Olaiyá Tassitaô, Banda Afro Odô Yó e representação do gabinete da vereadora Rosângela Santana.

O Yaônilé, através do Coronel Ornelas, foi convidado para "coroar", segundo ele, a realização do Seminário ao demonstrar a força e o encanto da dança afro-brasileira.

Nos sentimos profundamente honrados com o convite e ainda mais lisonjeados por podermos compartilhar de tal iniciativa que é louvável em todos os aspectos. Gostaríamos ainda de agradecer a amabilidade do Coronel Ornelas e a todos do QCG (Quartel Central Geral PMSE) pela recepção agradavél e invariavelmente prestativa. A apresentação do Yaônilé durou pouco mais de 30min, tendo sido apresentadas Saudação ao Povo das Águas, Iemanjá e Oxum (Movimento das Águas) e Iansã (Movimento do Fogo, Pedreiras e Tempestades) - Movimentos presentes no Espetáculo "Gira - O Movimento da Aruanda" de Danilo Aguiar.

Em matéria publicada no Portal da Polícia Militar de Sergipe é possível conferir a reação do público à nossa apresentação: "O Seminário foi encerrado no final da manhã, com a apresentação do Grupo de Dança Yaônilé, que apresentou um trecho do espetáculo ‘Gira – o movimento da Aruanda’, no pátio do quartel da PM. Durante o evento, o grupo apresentou de forma encantadora e com um figurino impecável parte do espetáculo que ainda está em fase de ajustes para lançamento em 2011. O Grupo de Dança Yaônilé trabalha com dança afro, tem oito meses de criação e 22 integrantes, entre homens e mulheres. O grupo já participou da Lavagem da Conceição, abertura da Semana de Extensão da Universidade Tiradentes (UNIT) e da Semana de Consciência Negra da UNIT e tem à sua frente Danilo Aguiar, que é diretor, coreógrafo e figurinista do espetáculo que encerrou o evento desta manhã."

Confiram algumas fotos da nossa apresentação no próximo post!

Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!



terça-feira, 10 de agosto de 2010

Parabéns, Givaldo!


Hoje é mais um dia de festa em nossa família. Talvez soe redundante afirmar isso pois todos os dias em que estamos juntos são de festa. Mas hoje as atenções se voltam para essa figura ímpar que é o aniversariante do dia.
Givaldo tem a inocência dos puros e a malícia dos inquietos. Dosa com sabedoria os bons e maus momentos tirando sempre o melhor de cada um deles. Constrói suas amizades em rede segura e nela deposita seu maior tesouro - o coração aberto e a alma limpa.

Parabéns, Givaldo! 
Nós amamos você!

Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Ossaim recusa-se a cortar as ervas miraculosas!



Ossaim era o nome de um escravo que foi vendido a Orunmilá.
Um dia ele foi à floresta e lá conheceu Aroni,
que sabia tudo sobre as plantas.
Aroni, o gnomo de uma perna só, ficou amigo de Ossaim
e ensinou-lhe todo o segredo das ervas.
Um dia, Orunmilá, desejoso de fazer uma grande plantação,
ordenou a Ossaim
que roçasse o mato de suas terras.
Diante de uma planta que curava dores,
Ossaim exclamava:
"Esta não pode ser cortada, é a erva que cura as dores".
Diante de uma planta que curava hemorragias, dizia:
"Esta estanca o sangue, não deve ser cortada".
Em frente de uma planta que curava a febre, dizia:
"Esta também não, porque refresca o corpo".
E assim por diante.
Orunmilá, que era um babalaô muito procurado por doentes,
interessou-se então pelo poder curativo das plantas
e ordenou que Ossaim ficasse junto dele nos momentos de consulta,
que o ajudasse a curar os enfermos com o uso das ervas miraculosas.
E assim Ossaim ajudava Orunmilá a receitar
e acabou sendo conhecido como o grande médico que é.


[Notas Bibliográficas e Comentários]

Transcrito do livro Mitologia dos Orixás de Reginaldo Prandi publicado pela Cia das Letras, pág 152. Originalmente transcrito de Bernard Maupoil, 1943, p. 176; Pierre Verger, 1957, p. 229 [1999, p. 228]; William Bascom, 1980, p. 531; Ulli Beier, 1980, pp. 54-5; Verger, 1980, p. 290; Verger, 1981 (a), p. 123; José Flávio Pessoa de Barros, 1989, p. 25.

Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!

domingo, 8 de agosto de 2010

Os Ibejis nascem de Oiá e são criados por Oxum



Oiá andava pelo mundo disfarçada de novilha.
Um dia Oxóssi a viu sem pele e se apaixonou.
Casou-se com Oiá e escondeu a pele da novilha,
para ela não fugir dele.
Oiá teve dezesseis filhos com Oxóssi.
Oxum, que era a primeira esposa de Oxóssi
e que não tinha filhos,
foi quem criou todos os filhos de Oiá.
O primeiro a nascer chamou-se Togum.
Depois nasceram os gêmeos, os Ibejis,
e depois deles, Idoú.
Nasceu depois a menina Alabá,
seguida do menino Odobé.
E depois os demais filhos de Oiá e Oxóssi.
Os meninos pareciam-se com o pai,
as meninas, com a mãe.
Oiá tinha os filhos que Oxum criava
e assim viviam na casa de Oxóssi.
Um dia as duas mães se desentenderam.
Oxum mostrou a Oiá onde estava sua pele.
Oiá recuperou a pele de novilha,
reassumiu sua forma animal
e fugiu.


[Notas Bibliográficas e Comentários]
Transcrito do Livro Mitologia dos Orixás de Reginaldo Prandi publicado pela Cia das Letras, pág 368. Originalmente transcrito de Monique Augras, 1994, p.79.

Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!

Nanã esconde o filho feio e exibe o filho belo!


Conta-se que Nanã teve dois filhos.
Oxumarê era o filho belo e Omulu, o filho feio.
Nanã tinha pena do filho feio
e cobriu OMulu com palhas, para que ninguém o visse
e para que ninguém zombasse dele.

Mas Oxumarê era belo,
tinha a beleza do homem
e tinha a beleza da mulher.
Tinha a beleza de todas as cores.
Nanã o levantou bem alto no céu
para que todos admirassem sua beleza.
Pregou o filho no céu com todas as suas cores
e o deixou lá para encantar a Terra para sempre.
E lá ficou Oxumarê, à vista de todos.
Pode ser admirado em seu esplendor de cores,
sempre que a chuva traz o arco-íris.


[Notas Bibliográficas e Comentários]

Transcrito do Livro Mitologia dos Orixás de Reginaldo Prandi publicado pela Cia das Letras, Pág 197. Originalmente transcrito de Reginaldo Prandi, pesquisa de campo, São Paulo, 1989; fragmento em Pierre Verger, 1985, pp. 56-8; Agenor Miranda Rocha, 1994, p. 73.

Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!

Oxum dança para Ogum na floresta e o traz de volta à forja!



Perante Obatalá, Ogum havia condenado a si mesmo
a trabalhar duro na forja para sempre.
Mas ele estava cansado da cidade e da sua profissão.
Queria voltar a viver na floresta,
voltar a ser o livre caçador que fora antes.
Ogum achava-se muito poderoso,
sentia que nenhum orixá poderia obrigá-lo a fazer o que não quisesse.
Ogum estava cansado do trabalho de ferreiro
e partiu para a floresta, abandonando tudo.
Logo que os orixás souberam da fuga de Ogum,
foram a seu encalço para convencê-lo a voltar à cidade e à forja,
pois ninguém podia ficar sem os artigos de ferro de Ogum,
as armas, os utensílios, as ferramentas agrícolas.
Mas Ogum não ouvia ninguém, queria ficar no mato.
Simplesmente os enxotava da floresta com violência.
Todos foram lá, menos Xangô.
E como estava previsto, sem os ferros de Ogum, o mundo começou a ir mal.
Sem instrumentos para plantar, as colheitas escasseavam
e a humanidade já passava fome.

Foi quando uma bela e frágil jovem veio à assembléia dos orixás
e ofereceu-se a convencer Ogum a voltar à forja.
Era Oxum a bela e jovem voluntária.
Os outros orixás escarneceram dela,
tão jovem, tão bela, tão frágil.
Ela seria escorraçada por Ogum
e até temiam por ela, pois Ogum era violento,
poderia machucá-la, até matá-la.
Mas Oxum insistiu, disse que tinha poderes
de que os demais nem suspeitavam.
Obatalá, que tudo escutava mudo,
levantou a mão e impôs silêncio.
Oxum o convencera, ela podia ir à floresta e tentar.

Assim, Oxum entrou no mato
e se aproximou do sítio donde Ogum costumava acampar.
Usava ela tão somente cinco lenços transparentes
presos à cintura em laços, como esvoaçante saia.
Os cabelos soltos, os pés descalços,
Oxum dançava como o vento
e seu corpo desprendia um perfume arrebatador.
Ogum foi imediatamente atraído,
irremediavelmente conquistado pela visão maravilhosa,
mas se maneteve distante.
Ficou à espreita atrás dos arbustos, absorto.
De lá admirava Oxum embevecido. Oxum o via mas fazia de conta que não.
O tempo todo ela dançava e se aproximava dele
mas fingia sempre que não dera por sua presença.
A dança e o vento faziam flutuar as cinco lenços da cintura,
deixando ver por segundos a carne irresistível de Oxum.
Ela dançava, o enloquecia.
Dele se aproximava e com seus dedos sedutores
lambuzava de mel os lábios de Ogum.

Ele estava como que em transe.
E ela o atraía para si e ia caminhando pela mata,
sutilmente tomando a direção da cidade.
Mais dança, mais mel, mais sedução,
Ogum não se dava conta do estratagema da dançarina.
Ela ia na frente, ele a acompanhava inebriado,
louco de tesão.
Quando Ogum se deu conta,
eis que se encontravam ambos na praça da cidade.
Os orixás todos estavam lá
e aclamavam o casal em sua dança de amor.
Ogum estava na cidade, Ogum voltara!
Temendo ser tomado como fraco,
enganado pela sedução de uma mulher bonita,
Ogum deu a entender que voltara por gosto e vontade própria.
E nunca mais abandonaria a cidade.
E nunca mais abandonaria sua forja.
E os orixás aplaudiam e aplaudiam a dança de Oxum.
Ogum voltou à forja e os homens voltaram a usar seus utensílios
e houve plantações e colheitas
e a fartura baniu a fome e espantou a morte.
Oxum salvara a humanidade com sua dança de amor.


[Notas Bibliográficas e Comentários]

Transcrito do Livro Mitologia dos Orixás de Reginaldo Prandi publicado pela Cia das Letras, Págs 321 - 323. Originalmente transcrito de Rita de Cássia Amaral, pesquisa na internet, 1997. Relatado pelo babalaô cubano Efún Moyiwá, site OrishaNet.


Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!

Iemanjá é violentada pelo filho e dá à luz os orixás!



Da união entre Obatalá, o Céu,
e Odudua, a Terra,
nasceram Aganju, a Terra Firme,
e Iemanjá, as Águas
Desposando seu irmão Aganju,
Iemanjá deu à luz Orungã.
Orungã nutriu pela mãe incestuoso amor. 
Um dia, aproveitando-se da ausência do pai,
Orungã raptou e violou Iemanjá.
Aflita e entregue a total desespero,
Iemanjpa desprendeu-se dos braços do filho incestuoso
e fugiu.

Perseguiu-a Orungã.
Quando ele estava prestes a apanhá-la,
Iemanjá caiu desfalecida
e cresceu-lhe desmesuradamente o corpo,
como se suas formas se transformassem em vales, montes, serras.
De seus seios enormes como duas montanhas nasceram dois rios,
que adiante se reuniram numa só lagoa, originando adiante o mar.
O ventre descomunal de Iemanjá se rompeu
e dele nasceram os orixás:
Dadá, deusa dos vegetais,
Xangô, deus do trovão,
Ogum, deus do ferro e da guerra,
Olocum, divindade do mar,
Olossá, deusa dos lagos,
Oiá, deusa do rio Niger,
Oxum, deusa do rio Oxum,
Obá, deusa do rio Obá,
Ocô, orixá da agricultura,
Oxóssi, orixá dos caçadores, 
Oquê, deus das montanhas,
Ajê Xalugá, orixá da saúde,
Xapanã, deus da varíola,
Orum, o Sol,
Oxu, a Lua.
E outros e mais outros orixás nasceram
do ventre violado de Iemanjá.
E por fim nasceu Exu, o mensageiro.
Cada filho de Iemanjá tem sua história,
cada um tem seus poderes.

[Notas Bibliográficas e Comentários]

Transcrito do livro Mitologia dos Orixás de Reginaldo Prandi publicado pela Cia das Letras, Págs 382-3. Originalmente transcrito de Noel Baudin, 1884, p. 13; A. E. Ellis, 1894, p. 43; Nina Rodrigues, 1945, p. 353; Arthur Ramos, 1940, pp. 318-9; Ramos, 1952, pp. 14-15; Edson Carneiro, 1954, p. 235; Leo Frobenius, 1949, p. 161; Pierre Verger, 1957, p. 292 [1999, p. 295]; Verger, 1981 (a), p. 194; Olumide Lucas, 1948, p. 97; R. C. Abraham, 1962, p. 680; Lydia Cabrera, 1980, pp. 23-4; Samuel Feijoo, 1986, pp. 241-2; Natalia Aróstegui, 1994 (a), p. 154; Rosa María Lahaye Guera e Rúben Zardoya Loureda, 1996, p. 26; Zora Seljan, 1973, pp. 95-6 e 111. No começo do século XX, Nina Rodrigues transcreveu o mito aprendido com Ellis, que o reproduzira do padre Baudin, e disse não ter encontrado similar na Bahia. Verger, quase um século após o registro de Baudin, afirma, com base em suposições, que o mito foi uma "invenção" de Baudin (Verger, 1981 (a), p. 194) e o rejeita, embora reproduza, sem citar, muitos outros mitos presentes no mesmo volume de Baudin. Antropólogos e estudiosos da religião dos iorubás na África e no Novo Mundo reproduziram o mito e a partir de certo tempo ele já encontrado em pesquisa de campo tanto no Brasil como em Cuba. No Brasil de hoje, é um dos mitos mais populares entre o povo-de-santo, que não sabe dizer o nome do filho de Iemanjá que a teria violentado, mas conta que a origem dos orixás foi conseqüência da violência sexual do filho contra ela. No original de Baudin, cada filho de Iemanjá ocupa um longo trecho da narrativa, merecendo Exu um capítulo à parte. Na versão resumida de Ellis, que tonou Baudin como base, os orixás são apenas enumerados com sua atribuição principal, esquecendo-se de Exu.


Axé a todos os nossos irmãos!
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Olorum Colofé!