Mostrando postagens com marcador africanidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador africanidade. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Yaônilé e Akueran: cultura afrobrasileira VIVA!


A cultura é a alma do povo. É o produto genuíno do conjunto de suas histórias, lutas e amores. Tudo acontece entre nós, de maneira natural e fluida. E esse ciclo nunca pode morrer. É na rua que somos entidades, reis, rainhas e escravos. Somos a plebe destemida, cientes de nossa condição e insatisfeitos com ela. Mas temos orgulho e isso ninguém tira. Temos vontade e isso nunca passa. Temos beleza e isso você vê.

 

Yaônilé em Laranjeiras | Foto: Felipe Machado

Ao primeiro toque do atabaque, algo muda. É um processo iniciado. Na resposta do agogô o corpo é levado pela cadência, balançando no compasso vamos desenhando os traços da resistência, religiosidade e ancestralidade da nossa gente. Tocando o chão do passado, dançamos e cantamos para celebrar e reverenciar as forças que nos acompanham ao futuro. Não há mais chibata, surra no tronco ou altares destruídos. Mas temos algemas, e das piores. Dessas que machucam silenciosamente, veladas por uma sombra que ainda não conseguimos dissipar. Ainda!

O respeito à cultura mantém viva a herança de uma nação. A soberania das manifestações populares frente ao chamado 'mundo globalizado' não pode morrer. É para isso que nascemos e é por isso que nunca iremos morrer!


Confiram o vídeo da nossa apresentação com o Afoxé Akueran no XXXVI Encontro Cultural de Laranjeiras - SE.


Créditos para o canal techbuilderbrasil.


Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Batas africanas: sempre na moda!

Em que você pensa ao lembrar da África? Se apenas as imagens da pobreza e do sofrimento daquele país vem à sua cabeça, tá na hora de rever seus conceitos. O mundo tem aprendido muito com os africanos em diversos campos: na culinária, na música, nas artes e, principalmente, na moda. O estilo africano de se vestir contagiou o mundo! Com cores vibrantes e estampas grandes, as peças produzidas na África surpreendem pela beleza.

E se há um item em especial que dominou o gosto popular, foram as batas. Lisas ou estampadas elas estão presentes em TODOS os lugares e agradam de gregos a troianos. Na África, as batas mais trabalhadas são utilizadas por sacerdotes em grandes cerimônias assim como os babalorixás e ialorixás brasileiros a utilizam nas grandes festas do candomblé. As fotos abaixo são de modelos exclusivos trazidos de Luanda. Aos que desejarem, elas se encontram à venda em nosso facebook ou no orkut.

 




Para ver em tamanho maior, clique nas imagens.

Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O Yaônilé completa 01 ano!

Dia 08 de dezembro foi dia de festa na cidade de Aracaju e também para o Yaônilé que completou o seu primeiro aniversário. Estivemos pelo segundo ano consecutivo como comissão de frente da 28ª Lavagem da Conceição e, mais uma vez, mostramos à sociedade o valor da cultura afro e do povo de santo fazendo a nossa homenagem a Oxum. Com sabor de festa e uma alegria contagiante, saímos com o cortejo da colina do Santo Antônio até a Catedral Metropolitana e o Yaônilé manteve seu passo cadenciado dançando para a Senhora das águas doces, nossa rainha dourada.

As comemorações do aniversário continuaram durante a tarde com festa para os integrantes. Bolo, balões e um imenso painel com a representação do Yaô (logomarca do grupo) pontuaram o sentimento de felicidade que emanava de cada sorriso durante a comemoração surpresa elaborada por Izabelle Leite, nossa diretora executiva.

À noite foi a vez da Orla de Atalaia receber o Ijexá do Yaônilé ao som dos tambores do Afoxé Akueran e das lindas vozes de Fernando Kassideran, Lílian Borges e Sandro Kito. Juntos, Yaônilé e Akueran proporcionaram um espetáculo ímpar que impressionou as milhares de pessoas e turistas que lotaram a avenida para acompanhar o Ijexá afiado do Afoxé. Marcações precisas e movimentos característicos de cada orixá compuseram o cortejo que ficou marcado pela beleza e alegria do povo de santo homenageando as suas origens e afirmando a grandiosidade dessa mistura étnicocultural que é a principal característica do povo brasileiro.

Ao final do cortejo todos cantaram Parabéns para o Yaônilé encerrando, sob as bençãos de Oxum, as nossas comemorações de 01 ano. Festa e devoção foram as palavras chaves para todos os que cantaram e dançaram com o Yaônilé e o Afoxé Akueran.

Temos muito a comemorar mas, ainda mais, a agradecer. E, tendo este cuidado, estamos preparando um post especial de 01 ano de Yaônilé. Aguardem!

Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!

domingo, 7 de novembro de 2010

Projeto Idará: Construindo cidadania com as comunidades de terreiros

Na noite da última sexta, 05, estive como representante do Yaônilé no Lançamento do Projeto Idará no auditório do Centro de Criatividades "Governador João Alves Filho". A cerimônia contou com a presença de grandes nomes do cenário afro-religioso de Sergipe e marcou também o início das gravações de um documentário homônimo do projeto.

O projeto "Idará: Construindo cidadania com as comunidades de terreiro" tem como objetivo a capacitação de comunidades de terreiros em seis municípios de Sergipe, visando à promoção do protagonismo dessas comunidades no enfrentamento do racismo e da intolerância religiosa. Serão realizados ciclos de debates nos locais de maior incidência dessas comunidades tendo como base o intercâmbio do trabalho de profissionais das áreas de história, antropologia, saúde e direito, no sentido de promover a formação dos participantes. O projeto atenderá as comunidades de Religiões de Matrizes Africanas dos seguintes municípios: Aracaju, Laranjeiras/Mussuca, Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão, Barra dos Coqueiros, Riachuelo e Estância.

Na ocasião do lançamento foi exibido um emocionante vídeo documentário sobre o batismo de crianças de origem Fon no Benin que faz parte do acervo antropológico da Universidade Federal de Sergipe. A noite foi marcada ainda pela bela apresentação do Grupo Yá Orí (Associação Luz do Oriente) que dançou para Oyá ao som dos tambores de Tonico de Ogum tendo Cássia Mota, uma ex-Yaônilé, interpretando a Senhora dos Ventos. Houve então a formação da mesa e a apresentação oficial do projeto Idará - seu calendário de ações, objetivos, justificativa, metodologia e objetivos. A noite foi encerrada com um delicioso coquetel afro e a apresentação do Grupo de Preto, encabeçado por Alan de Xangô, parceiro do Yaônilé.

A Sociedade Omoláiyé, responsável pelo evento, marca história ao promover um projeto de tamanha grandiosidade como o Idará. Prestes a completar 4 anos e receber merecidadamente o título de Utilidade Pública, a Sociedade galga territórios nunca antes observados ou explorados e mantém-se na vanguarda da luta contra o racismo e a intolerância religiosa promovendo saúde, educação e estabelecendo os devidos padrões no combate à negligência dos direitos humanos.

Manifesto publicamente o apoio desta Cia de Dança ao trabalho desenvolvido pela Sociedade Omoláiyé reiterando que são ações deste quilate que precisamos para, juntos, agirmos como transformadores de nossa realidade construindo uma sociedade mais justa e igualitária para todos.

Acompanhem a agenda do projeto Idará:

LANÇAMENTO - 05 de novembro de 2010 às 18h30m - Centro de Criatividades

OFICINAS/PALESTRANTES

Profº Especialista Andrey Lemos - Oficina: Práticas de Sexo seguro e a prevenção de DST/AIDS e hepatite nos terreiros de candomblé;
Profº Doutorando Ilzver Matos - Oficina: Idará: direitos e deveres do povo do santo;
Profª Drª. Maria Batista Lima e Profº MSc. Robson Anselmo - Oficina: Relações Étnicorraciais e Gênero.

MUNICÍPIOS

Aracaju - 12 de Novembro de 2010 às 14h - Centro de Criatividades
Nossa Senhora do Socorro - 19 de Novembro às 14h - Sesc Marcos Freire II
São Cristóvão e Barra dos Coqueiros - 26 de Novembro às 14h - Creche Mãe Rosa
Laranjeiras - 03 de Dezembro às 14h - Escola Estadual Profª Zizinha Guimarães
Riachuelo - 10 de Dezembro às 14h - Centro de Convivência
Estância - 17 de Dezembro às 14h - Barracão Cultural

SEMINÁRIO - Construindo cidadania com as comunidades de terreiros - 15 de Janeiro de 2011

Lançamento da CARTILHA IDARÁ - 02 de Fevereiro de 2011 com apresentação da Cia Dançar't e Coquetel Afro.

Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Convite aberto à Sociedade Sergipana - É hoje!


Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!

sábado, 30 de outubro de 2010

Yaônilé é o grupo Oficial da Lavagem da Conceição!



8 de dezembro é dia de fé, de emoção, de alegria, é dia de Axé! A partir do raiar do sol o Yaônilé estará na Colina do Santo Antônio para puxar o cortejo da 28ª Lavagem da Conceição enchendo as ruas de brilho e beleza em homenagem à Rainha do ouro, da riqueza e do amor, Oxum.


A parceria ocorre desde 2009 através da Ialorixá Angélica Oliveira, presidente da ASSERMAN, uma das mais queridas e prestigiadas mãe-de-santo do estado e responsável pelo evento que a cada ano se supera em qualidade, número de fiéis e emoção. Em 2010 a grandiosidade será outra marca da Lavagem que passa a fazer parte do calendário cultural e festivo de Aracaju.


A estética visual aliada à fé praticada durante todo o trajeto asseguram à festa o caráter de uma das mais belas e  prestigiadas manifestações afro-brasileiras de Sergipe ainda mais após a conquista de todo o povo de santo com a escolha da data para representar o Dia da Mulher Negra Afro-religiosa segundo Lei Nº100/2009, também uma conquista da Iá Angélica junto à Deputada Ana Lúcia.

O Cortejo segue o seguinte roteiro: colina do bairro Santo Antônio; Rua João Ribeiro; Rua Simeão Sobral, Avenida Rio Branco e Ivo do Prado, passando pela Praça Fausto Cardoso e chegando ao destino final, que é a Praça Teófilo Dantas, onde se encontra a Catedral Metropolitana de Aracaju.



É o Yaônilé ratificando seu compromisso de propagação da fé e de combate ao preconceito e à intolerância religiosa com força e determinação. Nós não estamos conquistando nosso espaço em vão. É o resultado de um trabalho sério, digno e comprometido com o legado cultural africano e afro-brasileiro.

Ainda no dia 08 o Yaônilé se une ao Afoxé Akueran para continuar as comemorações de seu primeiro aniversário na Orla de Atalaia, saudando com vigor e emoção a nossa Mãe Oxum.

Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Xangô é reconhecido como orixá da justiça




Xangô e seus homens lutavam com um inimigo implacável.
Os guerreiros de Xangô, capturados pelo inimigo,
eram mutilados e torturados até a morte, sem piedade ou compaixão.
As atrocidades já não tinham limites.
O inimigo mandava entregar a Xangô seus homens aos pedaços.
Xangô estava desesperado e enfurecido.
Xangô subiu no alto de uma pedreira perto do acampamento
e dali consultou Orunmilá sobre o que fazer.
Xangô pediu ajuda a Orunmilá.
Xangô estava irado e começou a bater nas pedras com o oxé,
bater com seu machado duplo.
O machado arrancava das pedras faíscas,
que acendiam no ar famintas línguas de fogo,
que devoravam os soldados inimigos.
A guerra perdida foi se transformando em vitória.

Xangô ganhou a guerra.
Os chefes inimigos que havaim ordenado
o massacre dos soldados de Xangô
foram dizimados por um raio que Xangô disparou no auge da fúria.
Mas os soldados inimigos que sobreviveram
foram poupados por Xangô.
A partir daí, o senso de justiça de Xangô
foi admirado e cantado por todos.
Através dos séculos,
os orixás e os homens têm recorrido a Xangô
para resolver todo tipo de pendência,
julgar as discordâncias e administrar justiça.


[Notas Bibliográficas e Comentários]
Transcrito do Livro Mitologia dos Orixás de Reginaldo Prandi, publicado pela Cia das Letras, pág 245. Originalmente encontrado em Rita de Cássia Amaral, pesquisa de campo, São Paulo, 1986.


Oxé [osé] - Machado duplo de Xangô.

Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Exu come tudo e ganha o privilégio de comer primeiro




Exu era o filho caçula de Iemanjá e Orunmilá,
irmão de Ogum, Xangô e Oxóssi.
Exu comia de tudo
e sua fome era incontrolável.
Comeu todos os animais da aldeia em que vivia.
Comeu os de quatro pés e comeu os de pena.
Comeu os cereais, as frutas, os inhames, as pimentas.
Bebeu toda a cerveja, toda a aguardente, todo o vinho.
Ingeriu todo o axeite-de-dendê e todos os obis.
Quanto mais comia, mais fome Exu sentia.
Primeiro comeu tudo de que mais gostava,
depois começou a devorar as árvores,
os pastos, e já ameaçava engolir o mar.
Furioso, Orunmilá compreendeu que Exu não pararia
e acabaria por comer até mesmo o Céu.
Orunmilá pediu a Ogum
que detivesse o irmão a todo custo.
Para preservar a Terra e os seres humanos e os próprios orixás,
Ogum teve que matar o próprio irmão.

A morte, entretanto, não aplacou a fome de Exu.
Mesmo depois de morto
podia-se sentir sua presença devoradora,
sua fome sem tamanho.
Os pastos, os mares, os poucos animais que restavam,
todas as colheitas, até os peixes iam sendo consumidos.
Os homens não tinham mais o que comer
e todos os habitantes da aldeia adoeceram
e de fome, um a um, foram morrendo.
Um sacerdote da aldeia consultou o oráculo de Ifá
e alertou Orunmilá quanto ao maior dos riscos:
Exu, mesmo em espírito, estava pedindo sua atenção.
Era preciso aplacar a fome de Exu.
Exu queria comer.
Orunmilá obedeceu ao oráculo e ordenou:
"Doravante, para que Exu não provoque mais catástrofes,
sempre que fizerem oferendas aos orixás
deverão em primeiro lugar servir comida a ele".
Para haver paz e tranquilidade entre os homens,
é preciso dar de comer a Exu,
em primeiro lugar.

[Notas Bibliográficas e Comentários]
Transcrito do Livro Mitologia dos Orixás de Reginaldo Prandi, publicado pela Cia das Letras, págs 45-6. Originalmente encontrado em Rita de Cássia Amaral, pesquisa de campo, São Paulo, 1986. Em todas as cerimônias do candomblé, Exu é sempre o primeiro a receber homenagens e sacrifícios. Outros mitos também tratam dessa prerrogativa de Exu.

Obi [Obì] - Noz-de-cola, fruto africano aclimatado no Brasil (Cola acuminata, Streculicea), indispensável nos ritos de candomblé; substituído em Cuba pelo coco.

Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!

domingo, 17 de outubro de 2010

Beija-Flor, um espetáculo azul e branco!



A Beija-Flor de Nilópolis nasceu nas comemorações do Natal de 1948. Um grupo formado por Milton de Oliveira (Negão da Cuíca), Edson Vieira Rodrigues (Edinho do Ferro Velho), Helles Ferreira da Silva, Mário Silva, Walter da Silva, Hamilton Floriano e José Fernandes da Silva resolveu formar um bloco que, depois de várias discussões, por sugestão de D. Eulália de Oliveira, mãe de Milton, recebeu o nome de Beija-Flor (inspirado no Rancho Beija-Flor, que existia em Marquês de Valença). Dona Eulália foi admitida como fundadora.

Em 1953, o Bloco Associação Carnavalesca Beija-Flor, vitorioso no bairro, foi inscrito por Silvestre David do Santos (Cabana) integrante da ala dos compositores, como escola de samba, na Confederação das Escolas de Samba, para o desfile oficial de 1954, no segundo grupo.

No seu primeiro desfile, em 1954, foi campeã passando para o grupo I, no qual permaneceu até 1963. Em 1974, retornou para o Grupo I resultado do bom trabalho desenvolvido por Nelson Abraão David. Em 1977, Aniz Abraão David assume a Presidência e projeta a Escola de Samba de Nilópolis como uma das mais famosas do mundo.


A Beija-Flor emociona principalmente com a Ala das baianas. Aquelas lindas senhoras com suas grandes saias rodadas são verdadeiros reservatórios de emoção e amor capazes de dar legitimidade a qualquer agremiação. Uma escola de samba sem ala de baianas não é uma escola de samba. Fica-lhe faltando a alma, a essência, a raiz e a verdade. 

Sua musicalidade sempre foi louvada como uma expressão fundamental da alma brasileira, ecoando os cantos negros, os sons do interior do país e a essência musical popular. Em seus movimentos de braços e giros acumulavam-se devoções, procissões, cultos africanos, católicos, cortejos e danças religiosas traduzidas em apresentações únicas, soberbas, sempre louvadas pela intelectualidade e aplaudidas pelo público mesmerizado por uma “coreografia” popular e espontânea. Sua fantasia – baseada nas indumentárias tradicionais das baianas quituteiras que ocupavam as ruas do Rio de Janeiro desde finais do século XVIII – reunia itens tradicionais – como os panos da costa, os torsos, as saias rodadas e o balangandãs – a elementos singelos – como cestinhas de flores, pequenas bandeiras, aviões de plástico, réplicas de planetas – que ajudavam a contar o “enredo” apresentado pela escolas.


A responsabilidade social é uma constante para a Beija-Flor através das ações desenvolvidas junto à comunidade como ballet, educandário, creche, esportes, entre outros. O carnaval da Beija Flor traz em 2011 o tema "Roberto Carlos: A simplicidade de um rei". 

Saiba Mais sobre a Beija-Flor em seu site.

Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!

Jauperi tá chegando por aqui!


Todo mundo deveria ouvir o Jau. Uma voz inconfundível, um talento, um axé. Jau me inspira profundamente e de maneira arrebatadora. Paixão mesmo, é fato! Quando vi esse banner no Twitter, corri pra cá pra compartilhar com vocês. Ele vai estar aqui em Aracaju!


A voz de Jau tem cor. É preta e vem do Olodum, da Bahia, da África, do Mundo. A voz de Jau tem sabor, é doce como a cana-de-açúcar, flambada na cachaça pura dos engenhos do nordeste. A voz de Jau tem luz, uma luz profana e sagrada, abençoada por Deus e respeitada por todos que fazem da música, sua profissão. Uma voz que chega, para no ar, invade as ruas, ecoa nas ladeiras e conquista Roma. A voz de Jau tem poder.

Menino moleque, nascido no Rio Vermelho em 27 de setembro de 1969, com a benção de São Cosme e São Damião, criado entre 14 mulheres, Jauperi Lázaro é a afirmação de que a música baiana é a música mais pop do Brasil. Suas composições, interpretadas por ele e vários artistas, ensinam a entender a nova Bahia, uma Bahia que não quer perder seu passado, mas não se admite em outro lugar que não seja o Topo do Mundo.


Em 1988, passou a integrar oficialmente o Olodum, como autor e intérprete, e faz sua primeira viagem para a Europa, onde participou dos mais importantes festivais de música como Montreux, Womad, Metisse Musique, e tocou com astros da música nacional e internacional como Paul Simon, Tracy Chapman, Joan Baez, Djavan, Marisa Monte e Paralamas do Sucesso. A precocidade do menino do Rio Vermelho também se mostrou em seu primeiro trabalho profissional aos 19 anos, ao vencer, em 1989, o Festival de Música e Arte do Olodum (Femadum) com a música Olodum, sonho e profecia e carimbar seu passaporte para o mundo musical.

Um dos mais prestigiados compositores baianos da atualidade com canções gravadas pelos grandes nomes da música baiana, Jau se supera a cada projeto. Prova disto foi o sucesso meteórico da banda Afrodisíaco - que depois mudou de nome passando a se chamar Vixe Mainha -, projeto criado junto com o parceiro desde os tempos do Olodum, Pierre Onassis, em 2005.


Emprestando sua voz para projetos como a trilha sonora do filme Ó Paí, Ó (ao lado de Caetano Veloso), Jau se firma também como um cantor baiano que passeia pelo universo do cinema brasileiro, esta outra arte que avassala e surpreende o mundo...como, aliás, a voz de Jau . 


A voz de Jau tem pele, tem sangue e pulsa. Ela sangra a canção e a dor vira beleza. Uma voz que tem textura, que é líquida e chove sobre nossos rostos num dia de verão.

Jau pela primeira vez em Aracaju. Você vai perder?

Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!

sábado, 16 de outubro de 2010

Besouro, O Filme


Um filme brasileiro de aventura, ação, misticismo e paixão, com a história de um mito da capoeira como pano de fundo, além de ter a cara, a cor, o sotaque e a gente da Bahia. A superprodução brasileira foi orçada em R$ 10 milhões e chama a atenção pelo fato de ser um filme de ação nacional, algo que o Brasil está pouco acostumado a fazer. Nome já conhecido de quem conhece a cultura da capoeira, presente em várias das suas ladainhas, Manoel Henrique Porteira, o Besouro, nasceu em 1897, em Santo Amaro - Recôncavo Baiano, e ganhou fama por ser um exímio capoeirista, além de sua postura nada subserviente em um Brasil ainda com fortes resquícios da época da escravidão. Um herói para o povo negro da época.






O filme é rico em história da capoeira, da resistência dos negros, do candomblé, conta uma parte da grande luta dos negros na valorização da sua etnia e cultura, a religiosidade afro-brasileira sem preconceitos, com respeito e reverência. No filme, os orixás são belos e nada tem a ver com os estereótipos preconceituosos que marcaram boa parte das abordagens realizadas até aqui pela cinematografia. A presença mágica dos orixás junto com as imagens da cidade de Igatu (BA) leva para o filme o que a Bahia tem de melhor, beleza, cultura e religiosidade. A fotografia do filme, feita pelo equatoriano Enrique Chediak, é perfeita, desde as lutas de capoeira até o besouro voando entre as barracas na feira. 


Besouro não é um filme para se ver como outros. O longa metragem de João Daniel Tikhomiroff nem precisava contar com sua bela direção de arte e com a atuação cheia de brilho de jovens atores – como Jéssica Barbosa – para se tornar memorável. O filme é um marco – símbolo de um país que começa a reencontrar-se com sua história. É isto o que faz de “Besouro” um dos mais importantes produtos da indústria cinematográfica brasileira nos últimos tempos. O filme baseado no livro Feijoada no Paraíso, de Marco Carvalho, contou com um orçamento nada modesto para os padrões brasileiros. E, desta forma, pôde lançar mão de recursos dignos de uma grande produção. O chinês Huen Chiu Ku – que trabalhou em filmes como Matrix, O Tigre e o Dragão e Kill Bill – foi o responsável pela coreografia das lutas registradas no filme. O herói negro salta, voa e é forte como qualquer herói de Hollywood. 


Finalmente o negro brasileiro chega às telas de cinema como herói, e não como bandido, vilão ou jogador de futebol.  “Besouro” não é um filme para ser apenas assistido, “Besouro” deve ser comemorado.

Para saber mais sobre Besouro acesse o Site Oficial.
Download do Jogo de Cartas Besouro (Brinde)
Canal Besouro no Youtube

Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Portela, a águia maior da avenida!


Oswaldo Cruz, subúrbio da Central do Brasil, na década de 20 ainda cheirava a roça, com imensas chácaras em meio a ruas de barro com valões, por onde pessoas transitavam entre vacarias e currais, a pé ou a cavalo. O bairro era uma espécie de cidade do interior, atrasado, habitado por pessoas humildes que moravam em cortiços, e operários que, de madrugada, apanhavam o trem para deslocar-se até seu trabalho. Quase que uma cidadezinha-dormitório do Rio de Janeiro. Como na época o samba era proibido, os moradores de Oswaldo Cruz não tinham onde se divertir. Por isso era comum se reunirem na casa de amigos para dançar o jongo e o caxambu, ou participarem de cerimônias religiosas ligadas ao candomblé.


Quando Paulo Benjamin de Oliveira chegou a Oswaldo Cruz tinha 20 anos e trabalhava na fábrica de bilhar Lamas. Era lustrador. Costumava freqüentar as rodas de samba no Estácio e via seus amigos sambistas serem perseguidos pela polícia. Por isso defendia que se organizasse uma estratégia para combater essa injustiça, afinal de contas, eles não eram marginais conforme procuravam caracterizá-los. Assim, numa quarta-feira, dia 11 de abril de 1923, depois do Domingo de Páscoa, foi fundado o bloco carnavalesco Conjunto de Oswaldo Cruz.

À época havia uma integração muito forte do samba com o futebol. O clube de futebol Portela ficava no mesmo lugar onde o pessoal do samba se reunia. O samba só começava depois dos jogos: “Samba e futebol são a mesma coisa”.

O Conjunto de Oswaldo Cruz foi fundado sob os conceitos de Paulo Benjamin de Oliveira: evitar os confrontos nas ruas. Os principais dirigentes estavam sempre impecavelmente vestidos além de trazerem nos dedos anéis de prata gravados a ouro, para adquirirem boa imagem junto ao público, afinal, eles eram “formados” em samba.

Dias após a fundação do bloco, Paulo cuidou do batismo. Procurou D. Martinha, baiana ligada ao candomblé, e declarou padroeiros Nossa Senhora da Conceição e São Sebastião. D. Martinha foi a madrinha.


Com o enredo “O Samba Dominando o Mundo”, o antigo Conjunto de Oswaldo Cruz, agora Portela, entrou para a história como vencedora do primeiro desfile oficial do Rio, em 1935. De lá pra cá contribuiu de várias maneiras para o carnaval carioca: foi a primeira escola que usou alegoria, introduziu a caixa-surda, o reco-reco, a comissão de frente uniformizada, o destaque e o apito da bateria. Foi campeã 21 vezes e desde 1984 não fatura um título. Para 2011 a Portela traz o carnaval "Rio, Azul da cor do mar" homenageando os 100 anos do Porto do Rio – historicamente, a porta de entrada de nosso país, por onde também exporta-se produtos gerados pela mão-de-obra e tecnologia brasileiras tornando-se referência do comércio exterior. Do Manancial inesgotável de inspiração, consolidado em todos os gêneros de arte, o mar conduzirá a Portela a uma nova missão: mais do que um Rio, ela se propõe a ser um Mar que passará em nossas vidas. E, certamente, nossos corações se deixarão levar.

A escolha do samba-enredo da Portela acontecerá hoje, a partir das 20h na Quadra da escola.

Mais informações no Site Oficial da Portela.

Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!

Yaônilé em Imagens #4 - Faculdade Amadeus

O público da Faculdade Amadeus se rendeu ao Yaônilé. Veja aí o porquê.











Confiram o álbum da apresentação no Flickr e também no Orkut.


Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Platéia da Fama se rende ao Yaônilé!

Uma noite mágica! Assim pode ser descrita a noite de ontem na Faculdade Amadeus onde, durante 40 minutos, o público assistiu encantado a apresentação do Yaônilé. 

A abertura oficial da 8ª edição do Café Filosófico foi marcada pela benção das Yabás, o brilho, o encanto e o misticismo das Rainhas do Panteão Africano. Saudando a todos a partir da saída do camarim, a bailarina Monaliza Viviane jincou para interpretar Nanã, a velha divindade dos lagos e pântanos. O silêncio instaurou-se imediatamente. Nada conseguiria chamar a atenção das 600 pessoas que lotaram a quadra da Fama além do fascínio que a dança transmitia - O Yaônilé entrava no palco.

Em seguida as entidades das águas foram saudadas com a dança dos pescadores em reverência aos marujos e marinheiros; as baianas e seus balaios de presentes dedicados à força dos oceanos - a Rainha Iemanjá interpretada pela bailarina Inês Reis. Em sua dança, o equilíbrio entre serenidade e força, as águas que acalmam, as águas que destroem. Com a entrada de Oxum, o público chorou.

Laiz Vieira desfilou o Ijexá cadenciado da Senhora das águas doces trazendo lágrimas aos olhos dos presentes. A nobreza da entidade representada pela delicadeza dos movimentos singelos e compassados foi sentida até mesmo pelos companheiros de dança que também se renderam às lágrimas. 

Oyá encerrou a apresentação. A mudança no astral do público foi imediata quando o bailarino Geslei Leite soltou o Ilá da Rainha dos Ventos e preencheu o espaço com o Aguerê de Iansã. Movimentos rápidos, certeiros, giros praticamente impossíveis, beleza incomparável. Força, resistência, autonomia, bravura! O Movimento do Fogo, Pedreiras e Tempestades havia começado. O espaço foi preenchido pelo restante do grupo e o axé se espalhou. Na marca dos 40 minutos de apresentação, quando o Yaônilé cravou o último movimento da coreografia, foi a vez da platéia levantar-se e aplaudir calorosamente o espetáculo que haviam presenciado. 

As palmas que pontuaram vários momentos da apresentação foram o atestado de que nossa mensagem havia sido transmitida - o público viu, ouviu e entendeu. Seguiram-se manifestações de carinho, declarações de encantamento, elogios, elogios, elogios. Autoridades como Joaquim Machado, diretor da Fama, e Fernando Lins, Sociólogo e Ex-reitor da UFS, diretores acadêmicos, além de alunos, professores, coordenadores. O Yaônilé recebeu a todos, tirando fotos, conversando, interagindo. 

Além de tudo e como forma de agradecimento a Faculdade Amadeus disponibilizou 100% de isenção da taxa de inscrição do vestibular 2011 para os nossos integrantes.

Trabalho bem feito se faz assim. É com seriedade e amor de verdade que vamos ocupando um espaço que desde sempre nasceu para ser nosso.

Em breve, fotos oficiais.

Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

O Yaônilé te quer mais perto!

O advento das novas tecnologias digitais trouxe melhorias na qualidade da informação (que cada vez é mais rápida e segura), além de ter sedimentado definitivamente a importância das redes sociais virtuais. É possível ser visto, ouvido, comentado e criar vínculos com pessoas de todo o mundo, especialistas nas mais diversas áreas, sem sair de casa. Acontece que o número de possibilidades é tão grande que muita informação acaba não atingindo seu objetivo que é manter uma relação dinâmica com o interlocutor.

Pensando em facilitar o processo de divulgação dos nossos perfis sociais bem como dos nossos canais de relacionamento é que o Yaônilé os agrupou através do meadiciona.com. Clicando na imagem abaixo você será conduzido a uma página personalizada contendo todos os links e perfis oficiais do Yaônilé acessíveis a um só clique.


Seu contato conosco tornou-se mais rápido e fácil. Faça-o! Conheçam-nos, aproximem-se! Queremos você mais perto!

Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!

domingo, 10 de outubro de 2010

Eleições 2010 - Comentários [Dez] Interessados

Não que eu queira fazer apologia a algum candidato, coligação ou representação partidária. Não, não faz meu feitio. Muito menos usar este espaço para propaganda favorável ou contrária à ideologia "política-fictícia" que se vê país afora. Meu nome é Danilo Aguiar e assino este texto como uma crítica à falta de informação da candidata à presidência pelo Partido dos Trabalhadores, Dilma Rousseff. Trata-se de debate de fatos, não confronto.

Pra começar, assistam o vídeo:


A Dilma afirma que o "nosso país" nunca registrou um conflito religioso. Teoricamente, a candidata está certa. No entanto, a realidade prática da afirmação é bem mais contraditória quando não alarmante. O que dizer do conflito silencioso e velado que as outras religiões praticam em demérito do candomblé? Falo do candomblé especificamente por ser ela uma religião de coabitação das outras de matrizes africanas e afro-brasileiras e talvez, a que mais é vítima do preconceito e da intolerância religiosa. Afirmo isso baseado em fatos presenciados, além do conhecimento empírico arregimentado de experiências sofridas por irmãos da religião, casas de culto e, principalmente, pelo legado de dor e terror que a herança escravista dos nossos antepassados nos deixou.

Conflito, sim. Claro, óbvio, evidenciado em cada olhar de reprovação, de condenação, olhares de vilipêndio. Nosso conflito é fruto de um preconceito dissimulado, vivido cotidianamente por quem deseja apenas professar sua religião sem ser menosprezado por isso. Menosprezo que existe e, falando em pessoas não em números, não tem prazo de validade.

Dilma continua: ..."querer criar contradição religiosa onde não tem é querer criar um clima de divisão no país." Em que país a Dilma mora? Afirmar que pelas ruas, ladeiras e vielas deste tão rico e cultural país que é o Brasil, onde eu moro e conheço por relação visceral, não existe contradição religiosa é o mesmo que visitar uma Cuba capitalista. Isso não honra a nossa democracia? Pra quem experimentou os terrores da ditadura, a palavra acompanhada do sentimento democrático deveriam exercer um significado mais abrangente e mais condizente com a realidade. Democracia neste país se aplica a setores bastante reservados, inacessíveis à grande massa, diga-se de passagem, principalmente no tangente às questões afro-religiosas que ainda não tiveram o prazer de degustar tal manjar. Fome dele, sempre houve.

Que é dever do Estado fornecer meios para a livre expressão religiosa e de culto e blá, blá, blá, todos nós sabemos. Acontece que não passa de teoria. Fato! E o que falar do controle midiático exercido por grandes "impérios da fé" que fazem das igrejas palcos para shows  de TV baseados na massificação de idéias torpes construídas sob discursos preconceituosos e linguagem ofensiva - isso quando o texto chulo não recebe auxílio do visual grotesco e resulta em santa chutada, enfim...

O segundo turno das eleições é dia 31/10. Todos temos uma segunda chance. Não estou dizendo para não votar na Dilma, repito. Particularmente, acho que voto nela. Peço apenas que tenham consciência para saber cobrar uma re-artiluação do plano de governo incluindo nossas reais necessidades, conhecer o potencial de diálogo que o candidato dedica, fazer-se ouvido para valorizar o futuro que, a despeito de outros milhões de eleitores, também é meu. Eu sou brasileiro, tenho sangue negro, fé em Deus e nos Orixás e me orgulho de ter a meu favor a possibilidade de me comprometer com quem comigo se compromete.

E, a propósito: Dilma, o Brasil tem 510 anos.

Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!