Mostrando postagens com marcador expressões afro-brasileiras. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador expressões afro-brasileiras. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Yaônilé e Akueran: cultura afrobrasileira VIVA!


A cultura é a alma do povo. É o produto genuíno do conjunto de suas histórias, lutas e amores. Tudo acontece entre nós, de maneira natural e fluida. E esse ciclo nunca pode morrer. É na rua que somos entidades, reis, rainhas e escravos. Somos a plebe destemida, cientes de nossa condição e insatisfeitos com ela. Mas temos orgulho e isso ninguém tira. Temos vontade e isso nunca passa. Temos beleza e isso você vê.

 

Yaônilé em Laranjeiras | Foto: Felipe Machado

Ao primeiro toque do atabaque, algo muda. É um processo iniciado. Na resposta do agogô o corpo é levado pela cadência, balançando no compasso vamos desenhando os traços da resistência, religiosidade e ancestralidade da nossa gente. Tocando o chão do passado, dançamos e cantamos para celebrar e reverenciar as forças que nos acompanham ao futuro. Não há mais chibata, surra no tronco ou altares destruídos. Mas temos algemas, e das piores. Dessas que machucam silenciosamente, veladas por uma sombra que ainda não conseguimos dissipar. Ainda!

O respeito à cultura mantém viva a herança de uma nação. A soberania das manifestações populares frente ao chamado 'mundo globalizado' não pode morrer. É para isso que nascemos e é por isso que nunca iremos morrer!


Confiram o vídeo da nossa apresentação com o Afoxé Akueran no XXXVI Encontro Cultural de Laranjeiras - SE.


Créditos para o canal techbuilderbrasil.


Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!

domingo, 17 de outubro de 2010

Beija-Flor, um espetáculo azul e branco!



A Beija-Flor de Nilópolis nasceu nas comemorações do Natal de 1948. Um grupo formado por Milton de Oliveira (Negão da Cuíca), Edson Vieira Rodrigues (Edinho do Ferro Velho), Helles Ferreira da Silva, Mário Silva, Walter da Silva, Hamilton Floriano e José Fernandes da Silva resolveu formar um bloco que, depois de várias discussões, por sugestão de D. Eulália de Oliveira, mãe de Milton, recebeu o nome de Beija-Flor (inspirado no Rancho Beija-Flor, que existia em Marquês de Valença). Dona Eulália foi admitida como fundadora.

Em 1953, o Bloco Associação Carnavalesca Beija-Flor, vitorioso no bairro, foi inscrito por Silvestre David do Santos (Cabana) integrante da ala dos compositores, como escola de samba, na Confederação das Escolas de Samba, para o desfile oficial de 1954, no segundo grupo.

No seu primeiro desfile, em 1954, foi campeã passando para o grupo I, no qual permaneceu até 1963. Em 1974, retornou para o Grupo I resultado do bom trabalho desenvolvido por Nelson Abraão David. Em 1977, Aniz Abraão David assume a Presidência e projeta a Escola de Samba de Nilópolis como uma das mais famosas do mundo.


A Beija-Flor emociona principalmente com a Ala das baianas. Aquelas lindas senhoras com suas grandes saias rodadas são verdadeiros reservatórios de emoção e amor capazes de dar legitimidade a qualquer agremiação. Uma escola de samba sem ala de baianas não é uma escola de samba. Fica-lhe faltando a alma, a essência, a raiz e a verdade. 

Sua musicalidade sempre foi louvada como uma expressão fundamental da alma brasileira, ecoando os cantos negros, os sons do interior do país e a essência musical popular. Em seus movimentos de braços e giros acumulavam-se devoções, procissões, cultos africanos, católicos, cortejos e danças religiosas traduzidas em apresentações únicas, soberbas, sempre louvadas pela intelectualidade e aplaudidas pelo público mesmerizado por uma “coreografia” popular e espontânea. Sua fantasia – baseada nas indumentárias tradicionais das baianas quituteiras que ocupavam as ruas do Rio de Janeiro desde finais do século XVIII – reunia itens tradicionais – como os panos da costa, os torsos, as saias rodadas e o balangandãs – a elementos singelos – como cestinhas de flores, pequenas bandeiras, aviões de plástico, réplicas de planetas – que ajudavam a contar o “enredo” apresentado pela escolas.


A responsabilidade social é uma constante para a Beija-Flor através das ações desenvolvidas junto à comunidade como ballet, educandário, creche, esportes, entre outros. O carnaval da Beija Flor traz em 2011 o tema "Roberto Carlos: A simplicidade de um rei". 

Saiba Mais sobre a Beija-Flor em seu site.

Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!

sábado, 16 de outubro de 2010

Besouro, O Filme


Um filme brasileiro de aventura, ação, misticismo e paixão, com a história de um mito da capoeira como pano de fundo, além de ter a cara, a cor, o sotaque e a gente da Bahia. A superprodução brasileira foi orçada em R$ 10 milhões e chama a atenção pelo fato de ser um filme de ação nacional, algo que o Brasil está pouco acostumado a fazer. Nome já conhecido de quem conhece a cultura da capoeira, presente em várias das suas ladainhas, Manoel Henrique Porteira, o Besouro, nasceu em 1897, em Santo Amaro - Recôncavo Baiano, e ganhou fama por ser um exímio capoeirista, além de sua postura nada subserviente em um Brasil ainda com fortes resquícios da época da escravidão. Um herói para o povo negro da época.






O filme é rico em história da capoeira, da resistência dos negros, do candomblé, conta uma parte da grande luta dos negros na valorização da sua etnia e cultura, a religiosidade afro-brasileira sem preconceitos, com respeito e reverência. No filme, os orixás são belos e nada tem a ver com os estereótipos preconceituosos que marcaram boa parte das abordagens realizadas até aqui pela cinematografia. A presença mágica dos orixás junto com as imagens da cidade de Igatu (BA) leva para o filme o que a Bahia tem de melhor, beleza, cultura e religiosidade. A fotografia do filme, feita pelo equatoriano Enrique Chediak, é perfeita, desde as lutas de capoeira até o besouro voando entre as barracas na feira. 


Besouro não é um filme para se ver como outros. O longa metragem de João Daniel Tikhomiroff nem precisava contar com sua bela direção de arte e com a atuação cheia de brilho de jovens atores – como Jéssica Barbosa – para se tornar memorável. O filme é um marco – símbolo de um país que começa a reencontrar-se com sua história. É isto o que faz de “Besouro” um dos mais importantes produtos da indústria cinematográfica brasileira nos últimos tempos. O filme baseado no livro Feijoada no Paraíso, de Marco Carvalho, contou com um orçamento nada modesto para os padrões brasileiros. E, desta forma, pôde lançar mão de recursos dignos de uma grande produção. O chinês Huen Chiu Ku – que trabalhou em filmes como Matrix, O Tigre e o Dragão e Kill Bill – foi o responsável pela coreografia das lutas registradas no filme. O herói negro salta, voa e é forte como qualquer herói de Hollywood. 


Finalmente o negro brasileiro chega às telas de cinema como herói, e não como bandido, vilão ou jogador de futebol.  “Besouro” não é um filme para ser apenas assistido, “Besouro” deve ser comemorado.

Para saber mais sobre Besouro acesse o Site Oficial.
Download do Jogo de Cartas Besouro (Brinde)
Canal Besouro no Youtube

Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Portela, a águia maior da avenida!


Oswaldo Cruz, subúrbio da Central do Brasil, na década de 20 ainda cheirava a roça, com imensas chácaras em meio a ruas de barro com valões, por onde pessoas transitavam entre vacarias e currais, a pé ou a cavalo. O bairro era uma espécie de cidade do interior, atrasado, habitado por pessoas humildes que moravam em cortiços, e operários que, de madrugada, apanhavam o trem para deslocar-se até seu trabalho. Quase que uma cidadezinha-dormitório do Rio de Janeiro. Como na época o samba era proibido, os moradores de Oswaldo Cruz não tinham onde se divertir. Por isso era comum se reunirem na casa de amigos para dançar o jongo e o caxambu, ou participarem de cerimônias religiosas ligadas ao candomblé.


Quando Paulo Benjamin de Oliveira chegou a Oswaldo Cruz tinha 20 anos e trabalhava na fábrica de bilhar Lamas. Era lustrador. Costumava freqüentar as rodas de samba no Estácio e via seus amigos sambistas serem perseguidos pela polícia. Por isso defendia que se organizasse uma estratégia para combater essa injustiça, afinal de contas, eles não eram marginais conforme procuravam caracterizá-los. Assim, numa quarta-feira, dia 11 de abril de 1923, depois do Domingo de Páscoa, foi fundado o bloco carnavalesco Conjunto de Oswaldo Cruz.

À época havia uma integração muito forte do samba com o futebol. O clube de futebol Portela ficava no mesmo lugar onde o pessoal do samba se reunia. O samba só começava depois dos jogos: “Samba e futebol são a mesma coisa”.

O Conjunto de Oswaldo Cruz foi fundado sob os conceitos de Paulo Benjamin de Oliveira: evitar os confrontos nas ruas. Os principais dirigentes estavam sempre impecavelmente vestidos além de trazerem nos dedos anéis de prata gravados a ouro, para adquirirem boa imagem junto ao público, afinal, eles eram “formados” em samba.

Dias após a fundação do bloco, Paulo cuidou do batismo. Procurou D. Martinha, baiana ligada ao candomblé, e declarou padroeiros Nossa Senhora da Conceição e São Sebastião. D. Martinha foi a madrinha.


Com o enredo “O Samba Dominando o Mundo”, o antigo Conjunto de Oswaldo Cruz, agora Portela, entrou para a história como vencedora do primeiro desfile oficial do Rio, em 1935. De lá pra cá contribuiu de várias maneiras para o carnaval carioca: foi a primeira escola que usou alegoria, introduziu a caixa-surda, o reco-reco, a comissão de frente uniformizada, o destaque e o apito da bateria. Foi campeã 21 vezes e desde 1984 não fatura um título. Para 2011 a Portela traz o carnaval "Rio, Azul da cor do mar" homenageando os 100 anos do Porto do Rio – historicamente, a porta de entrada de nosso país, por onde também exporta-se produtos gerados pela mão-de-obra e tecnologia brasileiras tornando-se referência do comércio exterior. Do Manancial inesgotável de inspiração, consolidado em todos os gêneros de arte, o mar conduzirá a Portela a uma nova missão: mais do que um Rio, ela se propõe a ser um Mar que passará em nossas vidas. E, certamente, nossos corações se deixarão levar.

A escolha do samba-enredo da Portela acontecerá hoje, a partir das 20h na Quadra da escola.

Mais informações no Site Oficial da Portela.

Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

E o Salgueiro divulgou o resultado!


Lembram que o Salgueiro ainda estava escolhendo o samba-enredo pra apresentar em 2011 "O Rio no Cinema"? Pois é, o resultado saiu às 4:30 da manhã de hoje. Rodrigão de Jesus, nosso correspondente lá no Rio, esteve na quadra da escola e conferiu tudo de perto.

O resultado? Veja aqui.

Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!