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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Yaônilé e Akueran: cultura afrobrasileira VIVA!


A cultura é a alma do povo. É o produto genuíno do conjunto de suas histórias, lutas e amores. Tudo acontece entre nós, de maneira natural e fluida. E esse ciclo nunca pode morrer. É na rua que somos entidades, reis, rainhas e escravos. Somos a plebe destemida, cientes de nossa condição e insatisfeitos com ela. Mas temos orgulho e isso ninguém tira. Temos vontade e isso nunca passa. Temos beleza e isso você vê.

 

Yaônilé em Laranjeiras | Foto: Felipe Machado

Ao primeiro toque do atabaque, algo muda. É um processo iniciado. Na resposta do agogô o corpo é levado pela cadência, balançando no compasso vamos desenhando os traços da resistência, religiosidade e ancestralidade da nossa gente. Tocando o chão do passado, dançamos e cantamos para celebrar e reverenciar as forças que nos acompanham ao futuro. Não há mais chibata, surra no tronco ou altares destruídos. Mas temos algemas, e das piores. Dessas que machucam silenciosamente, veladas por uma sombra que ainda não conseguimos dissipar. Ainda!

O respeito à cultura mantém viva a herança de uma nação. A soberania das manifestações populares frente ao chamado 'mundo globalizado' não pode morrer. É para isso que nascemos e é por isso que nunca iremos morrer!


Confiram o vídeo da nossa apresentação com o Afoxé Akueran no XXXVI Encontro Cultural de Laranjeiras - SE.


Créditos para o canal techbuilderbrasil.


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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Escolas brasileiras enfrentam desafio de garantir ensino religioso sem privilegiar crenças


Além das operações matemáticas, das regras ortográficas e dos fatos históricos, os princípios e conceitos das principais religiões também devem ser discutidos em sala de aula. A Constituição Federal brasileira determina que a oferta do ensino religioso deve ser obrigatória nas escolas da rede pública de ensino fundamental, com matrícula facultativa – ou seja, cabe aos pais decidir se os filhos vão frequentar as aulas.

Pesquisas recentes e ações na Justiça questionam a inclusão da religião nas escolas, já que, desde a Constituição Federal de 1890,o Brasil é um país laico, ou seja, a população é livre para ter diferentes credos, mas as religiões devem estar afastadas do ordenamento oficial do Estado.

Apesar da obrigatoriedade, ainda não há uma diretriz curricular para todo o país que estabeleça o conteúdo a ser ensinado, de maneira a garantir uma abordagem plural sem caráter doutrinário. Outro problema é a falta de critérios nacionais para contratação de professores de religião. Hoje, o país conta com 425 mil docentes, formados em diversas áreas.

O ensino religioso está presente no Brasil desde o período colonial, com a chegada dos padres jesuítas de Portugal para catequizar os índios.

Atualmente, de acordo com a Constituição, a disciplina deve fazer parte da grade horária regular das escolas públicas de ensino fundamental. Em 1996, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) definiu que as unidades federativas são responsáveis por organizar a oferta, desde que seja observado o respeito à diversidade religiosa e proibida qualquer forma de proselitismo ou doutrinação.
 

“Alguns historiadores que tratam da participação da religião na vida pública mostram que o ensino religioso foi uma concessão à laicidade à época da Constituinte. Havia uma falsa presunção de que religião era importante para a formação do caráter, da vida e dos indivíduos participativos e bons. Essa é uma presunção que discrimina grupos que não professem nenhuma religião. Isso foi uma concessão à pressão dos grupos religiosos”, avalia a socióloga Debora Diniz, da Universidade de Brasília (UnB).

Debora é autora, junto com as pesquisadoras Tatiana Lionço e Vanessa Carrião, do livro Laicidade e Ensino Religioso, publicado no último semestre. O estudo investigou como o ensino religioso se configura no país e se as escolas garantem, na prática, espaços semelhantes para todos os credos, como preconiza a LDB. A conclusão é que não há igualdade de representação religiosa nas salas de aula. “Ele é um ensino cristão, majoritariamente católico, e não há igualdade de representação religiosa com outros grupos, principalmente os minoritários”, destaca Debora.

Há mais de uma década acompanhando essa discussão, o Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso (Fonaper) reconhece que há muitos desafios para garantir a pluralidade. Mas defende que o conteúdo é importante para a formação dos alunos. “Nós vislumbramos, desde a LDB, que o ensino religioso poderia assumir uma identidade bastante pedagógica, que fosse de fato uma disciplina como qualquer outra e que a escola pudesse contribuir para o conhecimento da diversidade religiosa de modo científico. O professor, independentemente do seu credo, estaria ajudando os alunos a conhecer o papel da religião na sociedade e a melhorar o relacionamento com as diferenças”, aponta o coordenador do Fonaper, Elcio Cecchetti.

No Rio de Janeiro, por exemplo, o ensino religioso é oferecido apenas nas escolas estaduais. Nas unidades municipais, ainda não foi implantado, mas há um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Vereadores da capital fluminense que prevê a oferta nas cerca de mil escolas da rede, com frequência facultativa. A recepcionista Jussara Figueiredo Bezerra tem dois filhos que estudam em uma escola municipal da zona sul do Rio de Janeiro e acompanha com certo receio a discussão. Ela é evangélica e acredita que esses valores devem ser transmitidos em casa, pela família.
 

“Quem são os professores que vão dar as aulas de religião? Será que eles serão imparciais? Além disso, com tantas dificuldades e carências que o ensino público já enfrenta, por que gastar dinheiro com isso? Esses recursos poderiam ser usados de outra forma, para melhorar a estrutura já existente nas escolas. Quem quiser aprender mais sobre uma religião deve procurar uma igreja ou uma instituição religiosa”, opina.

Para quem lida na ponta com os delicados limites dessa questão, torna-se um desafio garantir um ensino religioso que contemple as diferentes experiências e crenças encontradas em uma sala de aula. “Nós preferiríamos que a oferta do ensino religioso não fosse obrigatória porque a escola é laica e deve respeitar todas as religiões. O que a gente quer é que os dirigentes possam utilizar essas aulas com um proveito muito melhor do que a doutrinação, abordando o respeito aos direitos humanos e à diversidade e a tolerância, conceitos que permeiam todas as religiões”, defende a presidenta da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Cleuza Repulho.

Atualmente, duas ações diretas de inconstitucionalidade (Adin) questionam a oferta do ensino religioso no formato atual e aguardam julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Uma delas foi proposta pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e questionao acordo firmado em 2009 entre o governo brasileiro e o Vaticano. O Artigo 11 desse documento, que foi aprovado pelo Congresso Nacional, determina que “o ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental”. Ao pautar o ensino religioso por doutrinas ligadas a igrejas, o acordo, na avaliação da PGR, afronta o princípio da laicidade.

A Agência Brasil publica hoje uma série de matérias sobre o espaço que a religião ocupa nas escolas brasileiras e a dificuldade de muitas redes de ensino de garantir uma representação plural que respeite a diversidade de crenças dos alunos.

Fonte: Agência Brasil (Amanda Cieglinski)
 
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terça-feira, 22 de março de 2011

21 de Março - Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial

O Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), em memória dos que tombaram no Massacre de Sharpeville. O crime ocorreu no ano de 1960, na cidade de Johannesburgo, capital da África do Sul, matando 69 pessoas e ferindo outras 186, entre crianças, mulheres e homens negros que protestavam contra a Lei do Passe, que os obrigava a portarem cartões indicativos dos locais por onde podiam circular. 

O crime de Sharpeville: Imperioso lembrar para jamais repetir, ou imitar
Por Eloi Ferreira de Araujo, Correio Braziliense
*

Hoje é um dia especial para a cultura negra. Há exatos 51 anos, 69 crianças, mulheres e homens negros foram assassinados em praça pública pelo exército sul-africano no bairro de Sharpeville, na cidade de Johannesburgo. Motivo: terem saído às ruas, pacificamente, para reivindicar a extinção da Lei do Passe, que os obrigava a portar cartões de identificação com o registro dos locais por onde lhes era permitido circular.

O crime do regime do Apartheid da África do Sul ficou conhecido como O Massacre de Sharpeville. E motivou a instituição do Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, pela Organização das Nações Unidas (ONU). Uma data que o Brasil, a maior Diáspora Africana do continente americano, tem razões, infelizmente, para relembrar.

O Governo Brasileiro, em articulação com a sociedade civil organizada, tem dado passos largos para desestabilizar a mentalidade que constrói tragédias como a de Sharpeville. As políticas de ações afirmativas, que elevaram consideravelmente o número de negros e negras nas universidades públicas; e a sanção do Estatuto da Igualdade Racial, marco histórico para a construção da igualdade de oportunidades entre negros e não-negros, são dois dos mais recentes passos da política de inclusão para o acesso aos bens econômicos e culturais do País.

Mas ainda há muito a enfrentar.

Uma rápida análise do noticiário é suficiente para identificar manifestações de racismo na sociedade brasileira. Em 13 de janeiro deste ano, por exemplo, os seguranças de um supermercado em São Paulo foram acusados de apreender, ilegalmente, uma criança de 10 anos, sob acusação de furto e gritos de “negrinho sujo e fedido”. Depois de submeter o garoto a humilhações, os seguranças encontraram em seu bolso o ticket que comprovava que ele pagará pelos objetos sob suspeita…

No Carnaval baiano deste ano, mais um indicativo de discriminação. O líder da banda de pagode Psirico acusou um empresário, em plena Avenida, sob as luzes das câmeras de TV, de tê-lo chamado de “preto” e “favelado”. Os casos ganharam destaque nos veículos de comunicação de massa, mas são apenas dois exemplos, dentre diversos outros registrados em notas de rodapé ou em Boletins de Ocorrência Policial.

O caldo de cultura que baseia tais ataques à identidade de descendentes de africanos está, sem sombra de dúvida, entrelaçado com o perfil dominante das mortes violentas no País, que vitimam, em sua maioria, jovens negros, segundo estudos sobre violência urbana da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O mesmo caldo que motivou o assassinato dos jovens sul-africanos.

E os brasileiros têm consciência da força simbólica do racismo. Não foi à toa que festejaram a eleição do presidente Barack Obama nos Estados Unidos da América. Um negro no comando da mais poderosa nação do mundo emite simbolismo oposto ao que guia as mãos e as vozes que agridem a identidade dos negros e negras no Brasil e no mundo.

Não foi à toa também que, das conversas com a presidenta Dilma Rousseff, tenha constado a agenda da cultura negra. Para além dos resultados imediatos da discussão sobre o Plano de Ação Conjunta Brasil-Estados Unidos para a Eliminação da Discriminação Étnico-racial e Promoção da Igualdade, que norteou a pauta sobre o assunto, há os efeitos simbólicos da visita em si de Barack Obama sobre a identidade negra no Brasil.

Efeitos previsivelmente positivos. Um dos muitos que, esperamos, serão gerados em 2011, instituído pela ONU como o Ano Mundial dos Afrodescendentes.

* Artigo de Eloi Ferreira de Araujo, presidente da Fundação Cultural Palmares, publicado originalmente no Correio Braziliense, sob título “O crime de Sharpeville”.
Créditos da Imagem

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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Ialorixás e Babalorixás são homenageados em Sessão Especial

Por Paloma Augusta, Assessora Parlamentar

Nesta segunda-feira, 22/11, em Sessão Especial, a vereadora Rosangela Santana (PT) encheu a tribuna da Câmara Municipal de Aracaju de convidados para homenagear, dois dias depois da comemoração oficial da Consciência Negra, os Ialorixás e Babalorixás, representantes legítimos das religiões afro-brasileiras de Sergipe.

A vereadora iniciou a sessão falando sobre o Estatuto da Igualdade Racial, instituído pela Lei Nº 12.288 de 20 de julho de 2010, que garante à população negra a igualdade de oportunidades e defesa dos direitos étnicos individuais, coletivos e difusos e o combate à discriminação e às demais formas de intolerância étnica. Para a vereadora essa lei “marca o reconhecimento do poder público com a dívida que tem com o povo negro”.

Compuseram a mesa a antropóloga e Ialaxé Profª Martha Salles, Mãe Marizete e Mãe Angélica, Ialorixás de terreiros reconhecidos em Sergipe. Estavam presentes também vários Babás e Iás sergipanos, bem como filhos de santo e simpatizantes dessas religiões.

Segundo a antropóloga Martha Salles a discriminação às religiões afro-brasileiras vem crescendo no Brasil, culminando numa situação insuportável, onde muitos terreiros vem tendo suas portas fechadas. “Nunca imaginei que na minha geração, que é uma geração mais recente, ainda continuaria presenciando ações de intolerância religiosa cotidianamente.” Afirma.

Diante das acusações de culto ao diabo, Martha não hesitou em afirmar que as religiões afro-brasileiras nada tem a ver com a figura do diabo cristão e pediu respeito aos que se referem a eles associando-os a coisas negativas. “Nós não precisamos ser tolerados, precisamos ser reconhecidos e respeitados.”

A Ialorixá Mãe Angélica agradeceu à Rosangela pela iniciativa e cobrou dos vereadores ações concretas dentro das comunidades. Cobrou ainda a aprovação de um projeto sugerido por ela em 2009 que busca priorizar a educação daqueles jovens periféricos. Apelou, por fim, pela saúde de seus companheiros. “Nossos irmãos afro-descendentes estão morrendo de anemia falciforme”, afirmou.

A presença de mestres e doutores dentro dos terreiros foi ressaltada pela Ialorixá. Estes enfrentam a cotidiana situação de descrédito e discriminação, por isso, preferem esconder suas opções religiosas. Mãe Angélica pediu aos filhos de santo que se pronunciem e que não aceitem tamanho desaforo. “Sejam embaixadores do povo Santo dentro da cidade de Aracaju!”

Os vereadores Dr. Gonzaga (PMDB), Miriam Ribeiro (PSDB), Fábio Mitidieri (PDT), Emmanuel Nascimento (PT), Dr. Emerson (PT), Magal da Pastoral (PT) e Elber Batalha (PSB) parabenizaram a iniciativa de Rosangela e aderiram a ela o poder de levar para a tribuna representantes legítimos do povo. “A vereadora Rosangela desempenha e cumpre seu papel de vereadora da comunidade”, afirmou Emmanuel Nascimento demonstrando o grande respeito que tem pela colega.

A sessão foi finalizada com uma saudação feita, por Mãe Marizete, a Oxalá e acompanhada, de pé, por todos presentes na sessão.

Foto: Alberto Dutra
Fonte

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domingo, 7 de novembro de 2010

Projeto Idará: Construindo cidadania com as comunidades de terreiros

Na noite da última sexta, 05, estive como representante do Yaônilé no Lançamento do Projeto Idará no auditório do Centro de Criatividades "Governador João Alves Filho". A cerimônia contou com a presença de grandes nomes do cenário afro-religioso de Sergipe e marcou também o início das gravações de um documentário homônimo do projeto.

O projeto "Idará: Construindo cidadania com as comunidades de terreiro" tem como objetivo a capacitação de comunidades de terreiros em seis municípios de Sergipe, visando à promoção do protagonismo dessas comunidades no enfrentamento do racismo e da intolerância religiosa. Serão realizados ciclos de debates nos locais de maior incidência dessas comunidades tendo como base o intercâmbio do trabalho de profissionais das áreas de história, antropologia, saúde e direito, no sentido de promover a formação dos participantes. O projeto atenderá as comunidades de Religiões de Matrizes Africanas dos seguintes municípios: Aracaju, Laranjeiras/Mussuca, Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão, Barra dos Coqueiros, Riachuelo e Estância.

Na ocasião do lançamento foi exibido um emocionante vídeo documentário sobre o batismo de crianças de origem Fon no Benin que faz parte do acervo antropológico da Universidade Federal de Sergipe. A noite foi marcada ainda pela bela apresentação do Grupo Yá Orí (Associação Luz do Oriente) que dançou para Oyá ao som dos tambores de Tonico de Ogum tendo Cássia Mota, uma ex-Yaônilé, interpretando a Senhora dos Ventos. Houve então a formação da mesa e a apresentação oficial do projeto Idará - seu calendário de ações, objetivos, justificativa, metodologia e objetivos. A noite foi encerrada com um delicioso coquetel afro e a apresentação do Grupo de Preto, encabeçado por Alan de Xangô, parceiro do Yaônilé.

A Sociedade Omoláiyé, responsável pelo evento, marca história ao promover um projeto de tamanha grandiosidade como o Idará. Prestes a completar 4 anos e receber merecidadamente o título de Utilidade Pública, a Sociedade galga territórios nunca antes observados ou explorados e mantém-se na vanguarda da luta contra o racismo e a intolerância religiosa promovendo saúde, educação e estabelecendo os devidos padrões no combate à negligência dos direitos humanos.

Manifesto publicamente o apoio desta Cia de Dança ao trabalho desenvolvido pela Sociedade Omoláiyé reiterando que são ações deste quilate que precisamos para, juntos, agirmos como transformadores de nossa realidade construindo uma sociedade mais justa e igualitária para todos.

Acompanhem a agenda do projeto Idará:

LANÇAMENTO - 05 de novembro de 2010 às 18h30m - Centro de Criatividades

OFICINAS/PALESTRANTES

Profº Especialista Andrey Lemos - Oficina: Práticas de Sexo seguro e a prevenção de DST/AIDS e hepatite nos terreiros de candomblé;
Profº Doutorando Ilzver Matos - Oficina: Idará: direitos e deveres do povo do santo;
Profª Drª. Maria Batista Lima e Profº MSc. Robson Anselmo - Oficina: Relações Étnicorraciais e Gênero.

MUNICÍPIOS

Aracaju - 12 de Novembro de 2010 às 14h - Centro de Criatividades
Nossa Senhora do Socorro - 19 de Novembro às 14h - Sesc Marcos Freire II
São Cristóvão e Barra dos Coqueiros - 26 de Novembro às 14h - Creche Mãe Rosa
Laranjeiras - 03 de Dezembro às 14h - Escola Estadual Profª Zizinha Guimarães
Riachuelo - 10 de Dezembro às 14h - Centro de Convivência
Estância - 17 de Dezembro às 14h - Barracão Cultural

SEMINÁRIO - Construindo cidadania com as comunidades de terreiros - 15 de Janeiro de 2011

Lançamento da CARTILHA IDARÁ - 02 de Fevereiro de 2011 com apresentação da Cia Dançar't e Coquetel Afro.

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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Convite aberto à Sociedade Sergipana - É hoje!


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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Yaônilé em Santo Amaro das Brotas!

Compartilhamos com vocês o convite que recebemos:

Clique na imagem para visualizá-la em tamanho maior

Prof. Gilvan, iniciativas como esta merecem ser preservadas, fomentadas e amplamente respeitadas. Nos sentimos profundamente honrados pelo convite e sim, nós estaremos lá!

É o Yaônilé rumo ao Vale do Cotinguiba!

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domingo, 17 de outubro de 2010

Jauperi tá chegando por aqui!


Todo mundo deveria ouvir o Jau. Uma voz inconfundível, um talento, um axé. Jau me inspira profundamente e de maneira arrebatadora. Paixão mesmo, é fato! Quando vi esse banner no Twitter, corri pra cá pra compartilhar com vocês. Ele vai estar aqui em Aracaju!


A voz de Jau tem cor. É preta e vem do Olodum, da Bahia, da África, do Mundo. A voz de Jau tem sabor, é doce como a cana-de-açúcar, flambada na cachaça pura dos engenhos do nordeste. A voz de Jau tem luz, uma luz profana e sagrada, abençoada por Deus e respeitada por todos que fazem da música, sua profissão. Uma voz que chega, para no ar, invade as ruas, ecoa nas ladeiras e conquista Roma. A voz de Jau tem poder.

Menino moleque, nascido no Rio Vermelho em 27 de setembro de 1969, com a benção de São Cosme e São Damião, criado entre 14 mulheres, Jauperi Lázaro é a afirmação de que a música baiana é a música mais pop do Brasil. Suas composições, interpretadas por ele e vários artistas, ensinam a entender a nova Bahia, uma Bahia que não quer perder seu passado, mas não se admite em outro lugar que não seja o Topo do Mundo.


Em 1988, passou a integrar oficialmente o Olodum, como autor e intérprete, e faz sua primeira viagem para a Europa, onde participou dos mais importantes festivais de música como Montreux, Womad, Metisse Musique, e tocou com astros da música nacional e internacional como Paul Simon, Tracy Chapman, Joan Baez, Djavan, Marisa Monte e Paralamas do Sucesso. A precocidade do menino do Rio Vermelho também se mostrou em seu primeiro trabalho profissional aos 19 anos, ao vencer, em 1989, o Festival de Música e Arte do Olodum (Femadum) com a música Olodum, sonho e profecia e carimbar seu passaporte para o mundo musical.

Um dos mais prestigiados compositores baianos da atualidade com canções gravadas pelos grandes nomes da música baiana, Jau se supera a cada projeto. Prova disto foi o sucesso meteórico da banda Afrodisíaco - que depois mudou de nome passando a se chamar Vixe Mainha -, projeto criado junto com o parceiro desde os tempos do Olodum, Pierre Onassis, em 2005.


Emprestando sua voz para projetos como a trilha sonora do filme Ó Paí, Ó (ao lado de Caetano Veloso), Jau se firma também como um cantor baiano que passeia pelo universo do cinema brasileiro, esta outra arte que avassala e surpreende o mundo...como, aliás, a voz de Jau . 


A voz de Jau tem pele, tem sangue e pulsa. Ela sangra a canção e a dor vira beleza. Uma voz que tem textura, que é líquida e chove sobre nossos rostos num dia de verão.

Jau pela primeira vez em Aracaju. Você vai perder?

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domingo, 10 de outubro de 2010

Yaônilé em Imagens #3 - Dia da Livre Iniciativa

A gente prometeu, lembra?












Quer ver mais? Acesse nosso perfil no Orkut ou Flickr.

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domingo, 3 de outubro de 2010

Eleições 2010

Créditos
É impossível negar a repercussão que a campanha eleitoral 2010 atingiu em todos os cantos do país. De maneira ainda mais inefável o quão decisivo é este momento para a história dos brasileiros. Que seu voto tenha o peso do compromisso com a cidadania, com a cultura, educação, esporte e segurança. Que você saiba discernir o joio do trigo nesses imensos currais eleitorais.

Créditos
Preze pelo bom senso ao analisar suas reais necessidades e a qualificação dos candidatos antes de atestar sua capacidade com a tecla CONFIRMA. Vote com a consciência de quem tem uma missão muito importante: decidir o próprio futuro. As eleições 2010 | 1º Turno acontecem hoje, 03 de outubro, das 08 às 17h, em todo o território nacional.

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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Yaônilé é destaque em Revista Eletrônica da UNIT!

E enquanto as fotos oficiais da apresentação no Dia da Livre Iniciativa não aparecem por aqui, estamos publicando duas páginas da Revista Eletrônica da Unit que trouxe mais uma vez registros fotográficos da performance do Yaônilé no evento. As fotos são de Marcelo Freitas - Ascom Unit.


 Movimento do Fogo - Oyá pelo bailarino Gesley Leite.


Os bailarinos Karyne Borges, Alan Lagoa e Brenda Alves.


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sábado, 25 de setembro de 2010

Yaônilé encanta público mais uma vez!

E, cumprindo agenda de apresentações, o Yaônilé esteve na noite de ontem fazendo o encerramento da histórica revitalização da Sexta D'Art no Centro de Cultura e Artes da UFS - CULTART. O evento contou ainda com outras 23 apresentações que compuseram uma miscelânea de ritmos e estilos. 

Na manhã de hoje foi a vez do Dia da Livre Iniciativa receber a arte e o talento do Yaônilé. A apresentação marcou a Estréia do  Movimento da Vida e da Morte - do espetáculo 'Gira - O Movimento da Aruanda' - no simulacro da Orixá Nanã, interpretada pela bailarina Monaliza Viviane, que, a rosto desnudo, emocionou os presentes com a dança de uma das mais velhas divindades do Panteão Africano. Estréia também para Geslei Leite (Gerlinho), que, já na noite de sexta, representou com maestria a força da Senhora dos Ventos, Oyá. A apresentação foi ponteada pela manifestação efusiva do público que, com muitos aplausos, vibrava com a dança do Yaônilé.

Na ocasião nosso diretor, Danilo Aguiar, recebeu das mãos do Pró-Reitor de Assuntos Comunitários e Extensão da Universidade Tiradentes, Gilton Kennedy, um exemplar da Edição 2010 do Balanço Social da Unit. Porque? Contamos no próximo post.

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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Yaônilé fará encerramento do Dia da Livre Iniciativa!


O Yaônilé se apresenta amanhã, 25/09, no encerramento das atividades extensionistas da Universidade Tiradentes na 2ª edição do Dia da Livre Iniciativa. O encontro está marcado com a comunidade sergipana logo cedo, a partir das 8h, numa imensa tenda montada na praça localizada entre os mercados Thales Ferraz e Albano Franco. O Yaônilé faz a apresentação de encerramento oficial ao meio dia. O evento é acessível a todo público gratuitamente.

Sobre o Dia da Livre Iniciativa

A atual gestão da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), instituiu o Dia Nacional da Livre Iniciativa: Compromisso Social do Ensino Superior particular como um dos caminhos para informar à sociedade e ao governo a grande importância do ensino superior particular e demonstrar, com fatos e números, que as IES particulares vêm cumprindo sua responsabilidade e compromisso social. A instituição do Dia foi precedida por seminários de sensibillização das IES e dos parceiros. Em julho de 2004, realizou-se em Brasília o seminário Caminhos para a realização do compromisso social das IES e em agosto do mesmo ano o seminário: Interação universidade/comunidade e universidade/empresa: alternativas para a realização do compromisso social das IES.

O Dia Nacional da Livre Iniciativa tem o objetivo geral de organizar, anualmente e num só dia, nas instituições e/ou em espaços definidos por elas, uma mostra de suas ações, isto é, expor os seus feitos nos projetos sociais nas áreas de educação, saúde, cultura, meio ambiente, dentre outras. Especificamente pretende: conferir maior visibilidade ao ensino superior privado; sensibilizar as IES e os parceiros para participarem do “Dia”; tornar disponíveis a toda a sociedade informações sobre as ações sociais das IES; abrir espaços na comemoração do Dia, além da “mostra” propriamente dita, para debates sobre temas de interesse das IES/ comunidade com a participação de professores, alunos, funcionários e dos diferentes órgãos da sociedade organizada; fortalecer parcerias entre as IES e a sociedade.

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Dia da Livre Iniciativa




Na manhã deste sábado, 25/09, a praça dos Mercados Municipais Albano Franco e Antônio Franco, no Centro de Aracaju, receberá mais uma edição do Dia da Livre Iniciativa. Realizado pela Universidade Tiradentes (Unit), o evento apresenta aos sergipanos, das 8h às 12h, os cursos da instituição por meio de suas ações extensionistas. É uma oportunidade para a comunidade receber atendimento gratuito em diversas áreas.

Entre os serviços oferecidos nos estandes dos cursos da Unit estão: aferição de pressão arterial; exames de glicemia e colesterol; orientações sexuais, sobre prevenção ao câncer de mama e cuidados bucais; emissão de carteira de identidade; exames de grupo sanguíneo e fator Rh; atendimento fisioterápico; orientações a grupos vulneráveis, nutricionais e de controle do peso, contábeis, jurídicas e psicológicas.


"O Dia da Livre Iniciativa é o resultado do empenho integrado de alunos, professores e coordenadores da Universidade Tiradentes e uma grande oportunidade de interação com a comunidade. Engrandece a ação social da Unit", revela o professor Gilton Kennedy Souza Fraga, pró-reitor adjunto de Assuntos Comunitários e Extensão.

O evento foi idealizado pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior - ABMES - e acontece uma vez por ano em todo o Brasil, desde 2005, como uma das formas de mostrar à sociedade e ao poder público a grande importância do ensino superior particular e comprovar, através de fatos e números, o compromisso social dessas instituições. Em 25 de setembro, além de todos os serviços gratuitos, a Unit deve animar a praça dos mercados centrais de Aracaju com atrações culturais.

No caso da emissão da primeira via da Carteira de Identidade, os interessados precisam ter idade até 17 anos e devem comparecer aos estandes da Universidade Tiradentes munidos de certidão original de nascimento ou cópia autenticada (se solteiro) e duas fotos 3x4 sem data e com fundo liso. Se a emissão for da segunda via da CI, é preciso apresentar: Carteira de Identidade antiga ou xerox; original ou xerox de certidão de nascimento, se solteiro, ou de casamento, se casado; se viúvo, certidão de óbito; se separado judicialmente ou divorciado, a averbação tem que constar na certidão de casamento.

Fonte:Ascom Unit

Ei, o Yaônilé estará lá!

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Yaônilé no Cultart! É hoje!

O Yaônilé estará se apresentando nesta sexta, 24/09, na sala de cursos do CULTART - Centro de Cultura e Arte da Universidade Federal de Sergipe. O evento é promovido pela bailarina e professora Maíra Magno e irá reunir companhias de todos os estilos musicais para uma confraternização, um bate papo entre amigos que amam a dança. Na ocasião cerca de 21 grupos mostrarão seu trabalho e entre eles, representando a Dança Afro e Negra Contemporânea Brasileira, o Yaônilé.

Estamos inefavelmente honrados com a oportunidade de estar ao lado de grandes nomes do cenário coreográfico sergipano e brasileiro, podendo expor a dramaturgia da nossa dança e aprender ao lado de quem com a vida aprendeu.

Para os que quiserem prestigiar, a revitalização da Sexta D'art acontece na Sala de Cursos do CULTART - Av. Ivo do Prado, 612 (ao lado do SENAC), às 19h de hoje, 24.

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terça-feira, 24 de agosto de 2010

A emocionante entrega do Troféu Palmares

Chica Xavier, Mãe Neide e Alaíde do Feijão recebem as estatuetas, respectivamente, de Juca Ferreira, Zulu Araújo e Vovô

Mãe Neide D´Oxum, Alaíde do Feijão e Chica Xavier subiram ao palco do Teatro Nacional de Brasília, sexta-feira passada (20), para receber, simbolicamente, a homenagem pelo trabalho em benefício da sociedade brasileira: o prestigioso e significativo Troféu Palmares, concedido pelo Ministério da Cultura, por meio da Fundação Cultural Palmares, e que marca, também, os 22 anos de existência desta organização.

A vencedora do campo religioso, Mãe Neide D'Oxum, de Alagoas, recebeu a estatueta das mãos do presidente Zulu Araújo. "Um prêmio mais que merecido! Mãe Neide, além do importante acolhimento espiritual que realiza em Maceió, foi uma das primeiras a acudirem os nossos irmãos quilombolas, em união dos Palmares (AL), durante as enchentes ocorridas no estado", afirmou. Com um belo canto de saudação a Yemanjá, a sacerdotisa agradeceu à Palmares e às pessoas que nela votaram.

Para entregar o prêmio à vencedora do campo social, Alaíde do Feijão, subiu ao palco Antônio Carlos dos Santos - o Vovô -, ilustre fundador da agremiação Ilê Aiyê, de Salvador (BA). "Estou muito feliz por entregar este símbolo da Palmares para uma conterrânea! Alaíde é importante não só pela culinária que pratica, mas por tudo que já fez pelo movimento negro, que, ao longo dos anos, alimentou não apenas com seu famoso feijão, mas com idéias e coragem", resumiu Vovô.

Por fim, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, passou o troféu às mãos da atriz Chica Xavier, a vitoriosa candidata do campo cultural. Em agradecimento, Chica entoou um comovente canto de louvação aos deuses africanos. Juca Ferreira reverenciou a grande artista, precursora e símbolo de gerações e gerações de atrizes e atores negros, parabenizando a Fundação Cultural Palmares pelo importante trabalho de preservação e incentivo à cultura afro-brasileira realizado durante sua gestão.

Noite mais emocionante, impossível. 

Fonte: FCP (Por Sal Freire)
Foto: Sétima Produções | Divulgação Palmares

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Sete divas e um oceano musical para Yemanjá




7 rainhas: Margareth Menezes, Luciana Mello, Rosa Marya Colin, Alaíde Costa, Mart´nália, Paula Lima e Daúde 




Maestro, orquestra e banda abrem o espetáculo

Concerto Mães D´Água - Yèyé Omó Ejá. Teatro completamente lotado. Entram orquestra, banda e maestro. Os primeiros acordes anunciam a grandeza da celebração. Todos vestindo branco no palco azul, beleza de espuma nas ondas do mar, berço de Yemanjá.

Sob a suave iluminação, emerge do oceano musical a primeira sereia da noite, ornada como deusa, com porte de rainha, Paula Lima, entoando, com sua voz especialíssima, Caminhos do mar, de Dorival Caymmi, Danilo Caymmi e Dudu Falcão. O público, desde o início arrebatado, aplaude ainda mais quando ouve uma outra voz, vinda das coxias, abraçar o canto de Paula: é Luciana Mello, com seu jeito de sereia-menina e um cativante sorriso no rosto, que vem cantando a bela Arrastão, de Edu Lobo e Vinícius de Morais. E é Luciana que continua (en)cantando, com Pedra e areia, de Lenine e Dudu Falcão.

Não poderia ser mais impactante a abertura do espetáculo, que trouxe aos holofotes do Teatro Nacional, em Brasília, sete sereias, divas, divindades negras da música brasileira. Concerto dedicado às mulheres e à grande mãe africana do Brasil, a senhora das águas Yemanjá, iyabá (orixá feminino) da mitologia afro-brasileira que indiscutivelmente é a mais louvada e cantada por todo País, e, por isso, escolhida pela Fundação Cultural Palmares para ser o fio condutor do show, que encerrou, em grande estilo, as comemorações do seu aniversário de 22 anos.

E o espetáculo continua num crescendo de emoção. Quem vem pra beira do mar, de Dorival Caymmi,Canto de Iemanjá, de Baden Powell e Vinícius de Moraes, e Conto de areia, de Romildo S. Bastos e Toninho Nascimento, são as perólas seguintes, ofertadas à Rainha das Águas pelas ilustres sereias-mães Rosa Marya Colin e Alaíde Costa. O lirismo, a suavidade e o romantismo emprestados às músicas pela voz destas maravilhosas cantoras enfeitiçaram de tal modo os navegantes dessa nau sonora, que, por pouco, muitos não se atiraram ao mar, em busca da eternidade deste momento de perfeição estética.

Margareth Menezes, diva negra do poder, força e afirmação, chega com o grande Candeia, da velha-guarda da Portela, avisando que O mar serenou "quando ela pisou na areia....", arrancando ovações da platéia. E o que parecia impossível aconteceu, mais entusiasmo ainda no ambiente com a entrada dadiva-contra-diva Mart´nália, fazendo um surpreendente dueto com Margareth em Rainha do mar, de Dorival Caymmi. Com sua autenticidade, irreverência e um admirável "jogo de cintura", provado ao driblar, com maestria, o esquecimento da letra de Na beira do mar, de Mateus e Dadinho, Mart´nália conquista as palmas e o afeto da platéia.

E a esperada última sereia da noite, Daúde, pousa como uma libélula dourada nestas águas simbólicas já repletas de ricas oferendas musicais à Rainha do Mar. Seu timbre, sofisticado e originalíssimo, transformou Agradecer e abraçar, de Vevé Calazans e Gerônimo, e Lenda das sereias, de Vicente, Dionel e Veloso, em dois luxuosos presentes oferecidos a Yemanjá, nesta noite memorável, imortalizada pela gravação ao vivo de um DVD.

Os brilhantes solos e duetos sustentaram o espetáculo até o final, quando as sete divas, em um encontro emocionante, cantaram juntas Dois de fevereiro, o grande hino a Yemanjá composto pelo baiano Dorival Caymmi.

Embora a conexão entre as divas e a divindade - suas sete representações - permeasse toda a concepção do espetáculo, o mimetismo não se expressou de forma óbvia. O figurino, criativo e belíssimo, e a iluminação, que realçava, com sensibilidade, o clima de cada canção, foram os ´detalhes´ que fizeram a diferença, complementando, com brilho e luxo, do jeito que Yemanjá gosta, este grandioso espetáculo.

Parabéns, Palmares!


Fonte: FCP (Por Sal Freire)
Fotos: Sétima Produções | Divulgação Palmares

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sábado, 21 de agosto de 2010

O memorável encontro de sete divindades negras


Alaíde Costa, Daúde, Luciana Mello, Margareth Menezes, Mart´nalia, Paula Lima e Rosa Marya Colin



"Yèyé significa mãe, em yoruba; yèyé omó ejá[1], mãe cujos filhos são peixes; mãe d´água - ou Iemanjá. Mito africano, reverenciado em quase todo o mundo, Iemanjá nasceu negra, mas foi embranquecendo, na esteira do mimetismo dos negros escravizados com a cultura de seus dominadores. Para reafirmar as origens desta bela lenda, sobem ao palco do Teatro Nacional de Brasília, nesta sexta-feira (20), sete grandes intérpretes negras da Música Popular Brasileira.


Mães D´Água - Yèyé Omó Ejá, o concerto produzido pela Fundação Cultural Palmares para celebrar seus 22 anos de criação, promove um inédito encontro entre Alaíde Costa, Daúde, Luciana Mello, Margareth Menezes, Mart´nália, Paula Lima e Rosa Marya Colin, que, sob a regência do maestro Ângelo Rafael Fonseca, executarão um repertório composto por canções que saúdam a rainha das águas. Como linha-guia do concerto, os sete mais conhecidos arquétipos da iyabá (feminino de orixá) das águas."

Esta é a descrição do Espetáculo dirigido por Fábio Espírito Santo, Mães D'Água, no qual as sete cantoras convidadas representaram as sete Iemanjás. O espetáculo, que aconteceu ontem, poderá chegar às nossas casas através do DVD gravado na ocasião. Poder compartilhar notícias sobre o sucesso de iniciativas culturais que enobrecem as religiões afro-brasileiras é, indiretamente, endossá-las com o orgulho e muito axé. Que a despeito do preconceito (contra o qual sempre lutaremos) possamos desenvolver as nossas atividades e pautar o nosso trabalho na seriedade de quem tem amor pela religião e pelos orixás. Que estes sejam a chancela de integridade presente na FCP e também no Yaônilé.

Fonte: FCP

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