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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O Yaônilé completa 01 ano!

Dia 08 de dezembro foi dia de festa na cidade de Aracaju e também para o Yaônilé que completou o seu primeiro aniversário. Estivemos pelo segundo ano consecutivo como comissão de frente da 28ª Lavagem da Conceição e, mais uma vez, mostramos à sociedade o valor da cultura afro e do povo de santo fazendo a nossa homenagem a Oxum. Com sabor de festa e uma alegria contagiante, saímos com o cortejo da colina do Santo Antônio até a Catedral Metropolitana e o Yaônilé manteve seu passo cadenciado dançando para a Senhora das águas doces, nossa rainha dourada.

As comemorações do aniversário continuaram durante a tarde com festa para os integrantes. Bolo, balões e um imenso painel com a representação do Yaô (logomarca do grupo) pontuaram o sentimento de felicidade que emanava de cada sorriso durante a comemoração surpresa elaborada por Izabelle Leite, nossa diretora executiva.

À noite foi a vez da Orla de Atalaia receber o Ijexá do Yaônilé ao som dos tambores do Afoxé Akueran e das lindas vozes de Fernando Kassideran, Lílian Borges e Sandro Kito. Juntos, Yaônilé e Akueran proporcionaram um espetáculo ímpar que impressionou as milhares de pessoas e turistas que lotaram a avenida para acompanhar o Ijexá afiado do Afoxé. Marcações precisas e movimentos característicos de cada orixá compuseram o cortejo que ficou marcado pela beleza e alegria do povo de santo homenageando as suas origens e afirmando a grandiosidade dessa mistura étnicocultural que é a principal característica do povo brasileiro.

Ao final do cortejo todos cantaram Parabéns para o Yaônilé encerrando, sob as bençãos de Oxum, as nossas comemorações de 01 ano. Festa e devoção foram as palavras chaves para todos os que cantaram e dançaram com o Yaônilé e o Afoxé Akueran.

Temos muito a comemorar mas, ainda mais, a agradecer. E, tendo este cuidado, estamos preparando um post especial de 01 ano de Yaônilé. Aguardem!

Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Ialorixás e Babalorixás são homenageados em Sessão Especial

Por Paloma Augusta, Assessora Parlamentar

Nesta segunda-feira, 22/11, em Sessão Especial, a vereadora Rosangela Santana (PT) encheu a tribuna da Câmara Municipal de Aracaju de convidados para homenagear, dois dias depois da comemoração oficial da Consciência Negra, os Ialorixás e Babalorixás, representantes legítimos das religiões afro-brasileiras de Sergipe.

A vereadora iniciou a sessão falando sobre o Estatuto da Igualdade Racial, instituído pela Lei Nº 12.288 de 20 de julho de 2010, que garante à população negra a igualdade de oportunidades e defesa dos direitos étnicos individuais, coletivos e difusos e o combate à discriminação e às demais formas de intolerância étnica. Para a vereadora essa lei “marca o reconhecimento do poder público com a dívida que tem com o povo negro”.

Compuseram a mesa a antropóloga e Ialaxé Profª Martha Salles, Mãe Marizete e Mãe Angélica, Ialorixás de terreiros reconhecidos em Sergipe. Estavam presentes também vários Babás e Iás sergipanos, bem como filhos de santo e simpatizantes dessas religiões.

Segundo a antropóloga Martha Salles a discriminação às religiões afro-brasileiras vem crescendo no Brasil, culminando numa situação insuportável, onde muitos terreiros vem tendo suas portas fechadas. “Nunca imaginei que na minha geração, que é uma geração mais recente, ainda continuaria presenciando ações de intolerância religiosa cotidianamente.” Afirma.

Diante das acusações de culto ao diabo, Martha não hesitou em afirmar que as religiões afro-brasileiras nada tem a ver com a figura do diabo cristão e pediu respeito aos que se referem a eles associando-os a coisas negativas. “Nós não precisamos ser tolerados, precisamos ser reconhecidos e respeitados.”

A Ialorixá Mãe Angélica agradeceu à Rosangela pela iniciativa e cobrou dos vereadores ações concretas dentro das comunidades. Cobrou ainda a aprovação de um projeto sugerido por ela em 2009 que busca priorizar a educação daqueles jovens periféricos. Apelou, por fim, pela saúde de seus companheiros. “Nossos irmãos afro-descendentes estão morrendo de anemia falciforme”, afirmou.

A presença de mestres e doutores dentro dos terreiros foi ressaltada pela Ialorixá. Estes enfrentam a cotidiana situação de descrédito e discriminação, por isso, preferem esconder suas opções religiosas. Mãe Angélica pediu aos filhos de santo que se pronunciem e que não aceitem tamanho desaforo. “Sejam embaixadores do povo Santo dentro da cidade de Aracaju!”

Os vereadores Dr. Gonzaga (PMDB), Miriam Ribeiro (PSDB), Fábio Mitidieri (PDT), Emmanuel Nascimento (PT), Dr. Emerson (PT), Magal da Pastoral (PT) e Elber Batalha (PSB) parabenizaram a iniciativa de Rosangela e aderiram a ela o poder de levar para a tribuna representantes legítimos do povo. “A vereadora Rosangela desempenha e cumpre seu papel de vereadora da comunidade”, afirmou Emmanuel Nascimento demonstrando o grande respeito que tem pela colega.

A sessão foi finalizada com uma saudação feita, por Mãe Marizete, a Oxalá e acompanhada, de pé, por todos presentes na sessão.

Foto: Alberto Dutra
Fonte

Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Yaônilé e Afoxé Akueran selam parceria!

A orla de Atalaia será palco de um encontro memorável. O dia 08 de dezembro de 2010, dia de Oxum e nosso primeiro aniversário, marcará a parceria entre a Associação Afro Cultural Akueran e o Yaônilé Cia de Dança Afro e Negra Contemporânea Brasileira em um cortejo que encherá a avenida de Música, Dança, Fé e Axé!


O Bloco de Afoxé Akueran, além de seu poder ritualístico, promove uma grande manifestação popular, artística e cultural afro-brasileira e sergipana trazendo para 2010 o tema "YABÁ ORI IJEXÁ - Mulheres do mundo AKUERAN" em homenagem ao recém instituído Dia da Mulher Negra Afro-religiosa também comemorado no dia 08 de dezembro.

O Akueran é regido pelo Orixá Logun-Edé e foi criado no seio de Ilê Axé Dematá Ní Sáhara desde agosto de 2007, tendo como idealizador e presidente o Babalorixá Fernando Kassideran, uma das mais ilustres autoridades candomblecistas do estado.


Nos sentimos honrados com o convite e mais ainda com a oportunidade de desfilarmos a musicalidade Ijexá dos tambores Akueran em homenagem à nossa mãe, a Dourada Rainha, Oxum. Homenagem essa que o Yaônilé também fará na manhã do dia 08. Quer saber mais? Contamos no próximo post!

Saiba mais sobre o Afoxé Akueran!

Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

A emocionante entrega do Troféu Palmares

Chica Xavier, Mãe Neide e Alaíde do Feijão recebem as estatuetas, respectivamente, de Juca Ferreira, Zulu Araújo e Vovô

Mãe Neide D´Oxum, Alaíde do Feijão e Chica Xavier subiram ao palco do Teatro Nacional de Brasília, sexta-feira passada (20), para receber, simbolicamente, a homenagem pelo trabalho em benefício da sociedade brasileira: o prestigioso e significativo Troféu Palmares, concedido pelo Ministério da Cultura, por meio da Fundação Cultural Palmares, e que marca, também, os 22 anos de existência desta organização.

A vencedora do campo religioso, Mãe Neide D'Oxum, de Alagoas, recebeu a estatueta das mãos do presidente Zulu Araújo. "Um prêmio mais que merecido! Mãe Neide, além do importante acolhimento espiritual que realiza em Maceió, foi uma das primeiras a acudirem os nossos irmãos quilombolas, em união dos Palmares (AL), durante as enchentes ocorridas no estado", afirmou. Com um belo canto de saudação a Yemanjá, a sacerdotisa agradeceu à Palmares e às pessoas que nela votaram.

Para entregar o prêmio à vencedora do campo social, Alaíde do Feijão, subiu ao palco Antônio Carlos dos Santos - o Vovô -, ilustre fundador da agremiação Ilê Aiyê, de Salvador (BA). "Estou muito feliz por entregar este símbolo da Palmares para uma conterrânea! Alaíde é importante não só pela culinária que pratica, mas por tudo que já fez pelo movimento negro, que, ao longo dos anos, alimentou não apenas com seu famoso feijão, mas com idéias e coragem", resumiu Vovô.

Por fim, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, passou o troféu às mãos da atriz Chica Xavier, a vitoriosa candidata do campo cultural. Em agradecimento, Chica entoou um comovente canto de louvação aos deuses africanos. Juca Ferreira reverenciou a grande artista, precursora e símbolo de gerações e gerações de atrizes e atores negros, parabenizando a Fundação Cultural Palmares pelo importante trabalho de preservação e incentivo à cultura afro-brasileira realizado durante sua gestão.

Noite mais emocionante, impossível. 

Fonte: FCP (Por Sal Freire)
Foto: Sétima Produções | Divulgação Palmares

Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!

Sete divas e um oceano musical para Yemanjá




7 rainhas: Margareth Menezes, Luciana Mello, Rosa Marya Colin, Alaíde Costa, Mart´nália, Paula Lima e Daúde 




Maestro, orquestra e banda abrem o espetáculo

Concerto Mães D´Água - Yèyé Omó Ejá. Teatro completamente lotado. Entram orquestra, banda e maestro. Os primeiros acordes anunciam a grandeza da celebração. Todos vestindo branco no palco azul, beleza de espuma nas ondas do mar, berço de Yemanjá.

Sob a suave iluminação, emerge do oceano musical a primeira sereia da noite, ornada como deusa, com porte de rainha, Paula Lima, entoando, com sua voz especialíssima, Caminhos do mar, de Dorival Caymmi, Danilo Caymmi e Dudu Falcão. O público, desde o início arrebatado, aplaude ainda mais quando ouve uma outra voz, vinda das coxias, abraçar o canto de Paula: é Luciana Mello, com seu jeito de sereia-menina e um cativante sorriso no rosto, que vem cantando a bela Arrastão, de Edu Lobo e Vinícius de Morais. E é Luciana que continua (en)cantando, com Pedra e areia, de Lenine e Dudu Falcão.

Não poderia ser mais impactante a abertura do espetáculo, que trouxe aos holofotes do Teatro Nacional, em Brasília, sete sereias, divas, divindades negras da música brasileira. Concerto dedicado às mulheres e à grande mãe africana do Brasil, a senhora das águas Yemanjá, iyabá (orixá feminino) da mitologia afro-brasileira que indiscutivelmente é a mais louvada e cantada por todo País, e, por isso, escolhida pela Fundação Cultural Palmares para ser o fio condutor do show, que encerrou, em grande estilo, as comemorações do seu aniversário de 22 anos.

E o espetáculo continua num crescendo de emoção. Quem vem pra beira do mar, de Dorival Caymmi,Canto de Iemanjá, de Baden Powell e Vinícius de Moraes, e Conto de areia, de Romildo S. Bastos e Toninho Nascimento, são as perólas seguintes, ofertadas à Rainha das Águas pelas ilustres sereias-mães Rosa Marya Colin e Alaíde Costa. O lirismo, a suavidade e o romantismo emprestados às músicas pela voz destas maravilhosas cantoras enfeitiçaram de tal modo os navegantes dessa nau sonora, que, por pouco, muitos não se atiraram ao mar, em busca da eternidade deste momento de perfeição estética.

Margareth Menezes, diva negra do poder, força e afirmação, chega com o grande Candeia, da velha-guarda da Portela, avisando que O mar serenou "quando ela pisou na areia....", arrancando ovações da platéia. E o que parecia impossível aconteceu, mais entusiasmo ainda no ambiente com a entrada dadiva-contra-diva Mart´nália, fazendo um surpreendente dueto com Margareth em Rainha do mar, de Dorival Caymmi. Com sua autenticidade, irreverência e um admirável "jogo de cintura", provado ao driblar, com maestria, o esquecimento da letra de Na beira do mar, de Mateus e Dadinho, Mart´nália conquista as palmas e o afeto da platéia.

E a esperada última sereia da noite, Daúde, pousa como uma libélula dourada nestas águas simbólicas já repletas de ricas oferendas musicais à Rainha do Mar. Seu timbre, sofisticado e originalíssimo, transformou Agradecer e abraçar, de Vevé Calazans e Gerônimo, e Lenda das sereias, de Vicente, Dionel e Veloso, em dois luxuosos presentes oferecidos a Yemanjá, nesta noite memorável, imortalizada pela gravação ao vivo de um DVD.

Os brilhantes solos e duetos sustentaram o espetáculo até o final, quando as sete divas, em um encontro emocionante, cantaram juntas Dois de fevereiro, o grande hino a Yemanjá composto pelo baiano Dorival Caymmi.

Embora a conexão entre as divas e a divindade - suas sete representações - permeasse toda a concepção do espetáculo, o mimetismo não se expressou de forma óbvia. O figurino, criativo e belíssimo, e a iluminação, que realçava, com sensibilidade, o clima de cada canção, foram os ´detalhes´ que fizeram a diferença, complementando, com brilho e luxo, do jeito que Yemanjá gosta, este grandioso espetáculo.

Parabéns, Palmares!


Fonte: FCP (Por Sal Freire)
Fotos: Sétima Produções | Divulgação Palmares

Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!

sábado, 21 de agosto de 2010

O memorável encontro de sete divindades negras


Alaíde Costa, Daúde, Luciana Mello, Margareth Menezes, Mart´nalia, Paula Lima e Rosa Marya Colin



"Yèyé significa mãe, em yoruba; yèyé omó ejá[1], mãe cujos filhos são peixes; mãe d´água - ou Iemanjá. Mito africano, reverenciado em quase todo o mundo, Iemanjá nasceu negra, mas foi embranquecendo, na esteira do mimetismo dos negros escravizados com a cultura de seus dominadores. Para reafirmar as origens desta bela lenda, sobem ao palco do Teatro Nacional de Brasília, nesta sexta-feira (20), sete grandes intérpretes negras da Música Popular Brasileira.


Mães D´Água - Yèyé Omó Ejá, o concerto produzido pela Fundação Cultural Palmares para celebrar seus 22 anos de criação, promove um inédito encontro entre Alaíde Costa, Daúde, Luciana Mello, Margareth Menezes, Mart´nália, Paula Lima e Rosa Marya Colin, que, sob a regência do maestro Ângelo Rafael Fonseca, executarão um repertório composto por canções que saúdam a rainha das águas. Como linha-guia do concerto, os sete mais conhecidos arquétipos da iyabá (feminino de orixá) das águas."

Esta é a descrição do Espetáculo dirigido por Fábio Espírito Santo, Mães D'Água, no qual as sete cantoras convidadas representaram as sete Iemanjás. O espetáculo, que aconteceu ontem, poderá chegar às nossas casas através do DVD gravado na ocasião. Poder compartilhar notícias sobre o sucesso de iniciativas culturais que enobrecem as religiões afro-brasileiras é, indiretamente, endossá-las com o orgulho e muito axé. Que a despeito do preconceito (contra o qual sempre lutaremos) possamos desenvolver as nossas atividades e pautar o nosso trabalho na seriedade de quem tem amor pela religião e pelos orixás. Que estes sejam a chancela de integridade presente na FCP e também no Yaônilé.

Fonte: FCP

Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Dia do amigo!


Sonho com o dia em que a amizade será velada com o carinho, a atenção e o respeito que lhe são inerentes ou pelo menos deveriam ser. Hoje, além de parabenizar é dia de agradecer. Por aqueles que se juntam a nós pelo caminho, compartilham de nossas alegrias, dividem as nossas tristezas, tomam parte dos nossos problemas, comemoram nossas vitórias, lamentam as derrotas e, acima de tudo, nos amam como irmãos.

Dizem os antigos que amigos são a família que nos permitiram escolher e é por isso que tenho a certeza de que em nenhum lugar do mundo, existe uma família de amigos cercada de tanto amor como a nossa.

A benção, todos os Orixás e entidades!

A benção, André, Bellinha, Michelle de Aruanda, Alan de Xangô, pais e mães!

A benção, Givaldo, Nathália, Xuxa, Diana, Laiz, Mayara, Karyne, Mona Luar, Mona Viviane, Naasom, Juniito, Farias, Israel, Allan, Tatá, Lolô, Inês, Renata, Karla, Cássia, Buiú, Gerlinho, Rodrigo, Xicú, Thiago, Sandro, Gledson, Felipe.

A benção, Babá Pierre Odé Ofaguerangi!

A benção, Ogan Tony Almeida!

A benção, Babá Fernando Odé Kassideran!

A benção, Yá Angélica Oliveira!

A benção, Edsandro Ordnasde!

A benção, Dulce de Oyá!

A benção, Irani, Raimundo e Cultura da Senzala!

A benção, Afoxé Akueran e Ogãs do Yaônilé!

A benção, Iza Macedo, Pedro Netto, Deivison, Lindolfo Amaral, Gilton Kennedy, Edilene Souza, Cristiane Santana, Marcos Silveira, Assis Sátiro, Markíbia, Profª Elba, Profº Genaldo, Teatro Lourival Baptista!

A benção porque somos felizes por termos nascidos uns para os outros e todos para Deus!

Nos resta nesse dia apenas agradecer e abraçar!

Saravá, povo de fé!

Saravá, Axé!


Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Nasce um filho de Oxalá.

No dia em que o Yaônilé completa 7 meses de existência, um filho de Oxalá dá comida à sua cabeça.


Bàbá esá rè wá
Ewa agbá awo a sare wá
A jé àguntan
A sare wá ewa agbá awo
Ibá Orisà yin agbá òginyón.


Aguardem.


Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!

domingo, 4 de abril de 2010

Nós temos um sonho! - 42 anos do assassinato de MLKJ


Martin Luther King, Jr. (Atlanta, 15 de janeiro de 1929 — Memphis, 4 de abril de 1968) foi um pastor protestante e ativista político estadunidense. Membro da Igreja Batista, tornou-se um dos mais importantes líderes do ativismo pelos direitos civis (para negros e mulheres, principalmente) nos Estados Unidos e no mundo, através de uma campanha de não-violência e de amor para com o próximo. Se tornou a pessoa mais jovem a receber o Prêmio Nobel da Paz em 1964, pouco antes de seu assassinato. O seu discurso mais famoso e lembrado é "Eu Tenho Um Sonho".





Há 23 anos foi instituído o dia de Martin Luther King Jr, feriado nacional de 19 de Janeiro no qual as pessoas se voltam aos serviços comunitários. 

EU TENHO UM SONHO - Discurso de Martin Luther King (28/08/1963) 

"Eu estou contente em unir-me com vocês no dia que entrará para a história como a maior demonstração pela liberdade na história de nossa nação. 

Cem anos atrás, um grande americano, na qual estamos sob sua simbólica sombra, assinou a Proclamação de Emancipação. Esse importante decreto veio como um grande farol de esperança para milhões de escravos negros que tinham murchados nas chamas da injustiça. Ele veio como uma alvorada para terminar a longa noite de seus cativeiros. 

Mas cem anos depois, o Negro ainda não é livre. Cem anos depois, a vida do Negro ainda é tristemente inválida pelas algemas da segregação e as cadeias de discriminação. 

Cem anos depois, o Negro vive em uma ilha só de pobreza no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos depois, o Negro ainda adoece nos cantos da sociedade americana e se encontram exilados em sua própria terra. Assim, nós viemos aqui hoje para dramatizar sua vergonhosa condição. 

De certo modo, nós viemos à capital de nossa nação para trocar um cheque. Quando os arquitetos de nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e a Declaração da Independência, eles estavam assinando uma nota promissória para a qual todo americano seria seu herdeiro. Esta nota era uma promessa que todos os homens, sim, os homens negros, como também os homens brancos, teriam garantidos os direitos inalienáveis de vida, liberdade e a busca da felicidade. Hoje é óbvio que aquela América não apresentou esta nota promissória. Em vez de honrar esta obrigação sagrada, a América deu para o povo negro um cheque sem fundo, um cheque que voltou marcado com "fundos insuficientes". Mas nós nos recusamos a acreditar que o banco da justiça é falível. Nós nos recusamos a acreditar que há capitais insuficientes de oportunidade nesta nação. Assim nós viemos trocar este cheque, um cheque que nos dará o direito de reclamar as riquezas de liberdade e a segurança da justiça. 

Nós também viemos para recordar à América dessa cruel urgência. Este não é o momento para descansar no luxo refrescante ou tomar o remédio tranqüilizante do gradualismo. Agora é o tempo para transformar em realidade as promessas de democracia. Agora é o tempo para subir do vale das trevas da segregação ao caminho iluminado pelo sol da justiça racial. 

Agora é o tempo para erguer nossa nação das areias movediças da injustiça racial para a pedra sólida da fraternidade. Agora é o tempo para fazer da justiça uma realidade para todos os filhos de Deus. 

Seria fatal para a nação negligenciar a urgência desse momento. Este verão sufocante do legítimo descontentamento dos Negros não passará até termos um renovador outono de liberdade e igualdade. Este ano de 1963 não é um fim, mas um começo. Esses que esperam que o Negro agora estará contente, terão um violento despertar se a nação votar aos negócios de sempre. 

Mas há algo que eu tenho que dizer ao meu povo que se dirige ao portal que conduz ao palácio da justiça. No processo de conquistar nosso legítimo direito, nós não devemos ser culpados de ações de injustiças. Não vamos satisfazer nossa sede de liberdade bebendo da xícara da amargura e do ódio. Nós sempre temos que conduzir nossa luta num alto nível de dignidade e disciplina. Nós não devemos permitir que nosso criativo protesto se degenere em violência física. Novamente e novamente nós temos que subir às majestosas alturas da reunião da força física com a força de alma. Nossa nova e maravilhosa combatividade mostrou à comunidade negra que não devemos ter uma desconfiança para com todas as pessoas brancas, para muitos de nossos irmãos brancos, como comprovamos pela presença deles aqui hoje, vieram entender que o destino deles é amarrado ao nosso destino. Eles vieram perceber que a liberdade deles é ligada indissoluvelmente a nossa liberdade. Nós não podemos caminhar só. E como nós caminhamos, nós temos que fazer a promessa que nós sempre marcharemos à frente. Nós não podemos retroceder. Há esses que estão perguntando para os devotos dos direitos civis, "Quando vocês estarão satisfeitos?" 

Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto o Negro for vítima dos horrores indizíveis da brutalidade policial. Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto nossos corpos, pesados com a fadiga da viagem, não poderem ter hospedagem nos motéis das estradas e os hotéis das cidades. Nós não estaremos satisfeitos enquanto um Negro não puder votar no Mississipi e um Negro em Nova Iorque acreditar que ele não tem motivo para votar. Não, não, nós não estamos satisfeitos e nós não estaremos satisfeitos até que a justiça e a retidão rolem abaixo como águas de uma poderosa correnteza. 

Eu não esqueci que alguns de você vieram até aqui após grandes testes e sofrimentos. Alguns de você vieram recentemente de celas estreitas das prisões. Alguns de vocês vieram de áreas onde sua busca pela liberdade lhe deixaram marcas pelas tempestades das perseguições e pelos ventos de brutalidade policial. Você são o veteranos do sofrimento. Continuem trabalhando com a fé que sofrimento imerecido é redentor. Voltem para o Mississippi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para Louisiana, voltem para as ruas sujas e guetos de nossas cidades do norte, sabendo que de alguma maneira esta situação pode e será mudada. Não se deixe caiar no vale de desespero. Eu digo a você hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã. Eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano. Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais. 

Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos desdentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade. 

Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça. 

Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje! 

Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje! 

Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta. 

Esta é nossa esperança. Esta é a fé com que regressarei para o Sul. Com esta fé nós poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé nós poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, para ir encarcerar juntos, defender liberdade juntos, e quem sabe nós seremos um dia livre. Este será o dia, este será o dia quando todas as crianças de Deus poderão cantar com um novo significado. 

"Meu país, doce terra de liberdade, eu te canto. 
Terra onde meus pais morreram, terra do orgulho dos peregrinos. 
De qualquer lado da montanha, ouço o sino da liberdade!" 

E se a América é uma grande nação, isto tem que se tornar verdadeiro. 
E assim ouvirei o sino da liberdade no extraordinário topo da montanha de New Hampshire. 
Ouvirei o sino da liberdade nas poderosas montanhas poderosas de Nova York. 
Ouvirei o sino da liberdade nos engrandecidos Alleghenies da Pennsylvania. 
Ouvirei o sino da liberdade nas montanhas cobertas de neve Rockies do Colorado. 
Ouvirei o sino da liberdade nas ladeiras curvas da Califórnia. 
Mas não é só isso. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Pedra da Geórgia. 
Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Vigilância do Tennessee. 
Ouvirei o sino da liberdade em todas as colinas do Mississipi. 
Em todas as montanhas, ouvirei o sino da liberdade. 

E quando isto acontecer, quando nós permitimos o sino da liberdade soar, quando nós deixarmos ele soar em toda moradia e todo vilarejo, em todo estado e em toda cidade, nós poderemos acelerar aquele dia quando todas as crianças de Deus, homens pretos e homens brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão unir mãos e cantar nas palavras do velho spiritual negro: 

"Livre afinal, livre afinal. Agradeço ao Deus todo-poderoso, nós somos livres afinal."


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Olorum Colofé!

Senegal comemora 50 anos de Independência



Foram os portugueses, no século XV, os primeiros europeus a estabelecer contactos comerciais com o território do Senegal, mas só a chegada dos franceses, a partir do século XVII, iria marcar fortemente a cultura senegalesa. A política colonial francesa foi feita através de uma administração indireta, utilizando os chefes locais como intermediários e colaboradores. Nas principais cidades, Dakar, Gorée, Rufisque eSaint-Louis, era exercida uma administração direta por cidadãos franceses. Foi a única colônia onde chegou a ser concedida cidadania francesa a africanos. A língua oficial ainda hoje é o francês. Depois da independência, em 1960, a República do Senegal conheceu uma via política inspirada no chamado socialismo islâmico, difundido por um conjunto de associações, escolas e jornais, de onde se destacou Léopold Sédar Senghor como o principal teorizador do sistema democrático e Presidente da República. Em 1982 o Senegal juntou-se à Gâmbia para formar a confederação Senegâmbia através de um pacto que unia instituições comuns e uma integração das forças armadas e de segurança. A Senegâmbia foi dissolvida em 1989 por divergências entre os dois países.

Confiram também a matéria publicada ontem no site de Notícias G1 - "Senegal deve recuperar bases usadas pela França à meia noite"
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28 anos do Bloco afro Agbara Dudu


Hoje o Bloco Afro Agbara Dudu completa 28 anos de existência. Bloco afro fundado no bairro de Madureira, subúrbio do Rio de Janeiro em 4 de abril de 1982. O nome Agbara Dudu significa em yorubá "Força negra". Considerado o primeiro bloco afro do Rio de Janeiro, ainda que existissem três anteriormente: Afoxé Os Filhos de Gandhi do Rio de Janeiro (fundado por trabalhadores da zona do Cais do Porto do Rio de Janeiro), Dudu Éwe, do Morro da Mangueira, fundado em 1980 e o Afoxé Terê Babá (fundado no Largo das Neves, em Santa Tereza), todos com características de afoxé, isto é, saiam no carnaval cantando temas de blocos baianos (Afreketê, Olori, Oju-Obá, Muzenza, Malê-Debalê, Badauê e Ijexá Filhos de Gandhi) e músicas ligadas à religião africana, não mantendo trabalhos comunitários ou ações que os fizessem perdurar fora do carnaval. O Bloco Afro Agbara Dudu surgiu com a característica de mantenedor das tradições, mesmo fora do período de carnaval, assim como alguns blocos de Salvador o fazem, entre eles, Olodum, Ilê Aiyê e Araketu.

Pra saber mais sobre o Bloco deem uma conferida no Blog Pelenegra.

BIBLIOGRAFIA CRÍTICA:



ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira - Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Edição: Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006, RJ.

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sexta-feira, 2 de abril de 2010

Clara Nunes - Pra Matar a Saudade!

Em 02 de Abril de 1983 perdíamos a filha de Iansã, Clara Nunes. Hoje, 27 anos depois, o Yaônilé presta sua homenagem à Guerreira coreografando duas de suas músicas.

Asssita aqui um clip de Canto das Três Raças que, particularmente, me emociona muito.
A voz de clara que abre o clip parece ter sido retirada deste outro vídeo gravado na visita que fez ao Japão. Reparem o sorriso de Clara para a apresentadora como se estivesse entendendo perfeitamente o que ela estava falando - muito engraçado!

Axé a todos os nossos irmãos!
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quarta-feira, 31 de março de 2010

Homenagem - 27 anos sem Clara.



No próximo dia 02 o Brasil vive o 27º aniversário de morte da mineira Clara Francisca Gonçalves Pinheiro, mais conhecida como Clara Nunes. Clara nasceu em 12 de agosto de 1943 na cidade de Caetanópolis e foi, sem dúvidas, uma das maiores intérpretes brasileiras. Pesquisadora da música popular brasileira, de seus ritmos e de seu folclore, Clara também viajou várias vezes para a África, representando o Brasil. Foi a primeira cantora brasileira a vender mais de 100 mil cópias, derrubando um tabu segundo o qual mulheres não vendiam disco. Cantou as religiões afro-brasileiras em quase todos os seus álbuns e nunca se envergonhou de afirmar-se Umbandista. Em 02 de abril de 1983, um sábado de aleluia, após 28 dias de internação na Unidade de Tratamento Intensivo da Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro, Clara, aos 39 anos, veio a óbito.

Na voz de Clara Nunes algumas músicas tornaram-se hinos. Um manifesto de brasilidade se estampa na capa de seus álbuns, a percussão e o trio de atabaques sempre presentes em seus arranjos, os orixás cantados e encantados, a elevação da raça. Músicas como Iansã cadê Ogum, O mar serenou, Conto de Areia, entre tantas.

O Yaônilé presta uma homenagem a Guerreira (como era chamada) apresentando coreograficamente Canto das Três Raças e Morena de Angola reforçando o coro que enaltece as nossas origens.

Como não existe um site oficial da cantora, disponibilizamos os links pra quem quiser conhecer mais a carreira desta incrível interpréte – Biografia e Discografia | Ouça os álbuns.

Saravá, Clara Nunes!


Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!