segunda-feira, 25 de julho de 2011

Batas africanas: sempre na moda!

Em que você pensa ao lembrar da África? Se apenas as imagens da pobreza e do sofrimento daquele país vem à sua cabeça, tá na hora de rever seus conceitos. O mundo tem aprendido muito com os africanos em diversos campos: na culinária, na música, nas artes e, principalmente, na moda. O estilo africano de se vestir contagiou o mundo! Com cores vibrantes e estampas grandes, as peças produzidas na África surpreendem pela beleza.

E se há um item em especial que dominou o gosto popular, foram as batas. Lisas ou estampadas elas estão presentes em TODOS os lugares e agradam de gregos a troianos. Na África, as batas mais trabalhadas são utilizadas por sacerdotes em grandes cerimônias assim como os babalorixás e ialorixás brasileiros a utilizam nas grandes festas do candomblé. As fotos abaixo são de modelos exclusivos trazidos de Luanda. Aos que desejarem, elas se encontram à venda em nosso facebook ou no orkut.

 




Para ver em tamanho maior, clique nas imagens.

Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Convite: 13ª Caminhada Azoany


Ainda dá tempo de se programar e ir! Mais informações no Site Oficial.

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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Parabéns, Mandela!


Em 1993, Nelson Mandela recebeu o Nobel da Paz e tornou-se, em definitivo, um símbolo planetário da reconciliação. Nelson Rolihlahla Mandela foi um líder rebelde e, posteriormente, presidente da África do Sul de 1994 a 1999. Principal representante do movimento anti-apartheid, considerado pelo povo um guerreiro em luta pela liberdade, era tido pelo governo sul-africano como um terrorista e passou quase três décadas na cadeia.

Acompanhe um pouco da história deste homem.


 
67 minutos!

 
O dia em que o estadista completa 93 anos tornou-se o dia internacional dedicado ao líder sul-africano que conseguiu, através do diálogo e da integração, mudar o futuro da África do Sul. Neste dia, a Fundação Nelson Mandela pede a todos os cidadãos que dêem 67 minutos do seu tempo a ajudar os outros. Como? Aí vão algumas dicas:


- Faça um novo amigo. Conheça alguém de um contexto cultural diferente do seu. Só através do entendimento mútuo é que as nossas comunidades se livrarão da intolerância e da xenofobia;

- Leia para alguém que o não pode fazer. Visite uma instituição para cegos e abra um novo mundo para outra pessoa;

- Dê uma ajuda no seu canil local. Cães sem dono também precisam de passear e de um pouco de atenção;

- Ajude alguém a arranjar um emprego. Crie-lhe um currículo ou ajude-o na preparação da entrevista;

- Muitas pessoas com doenças terminais não têm ninguém com quem falar. Reserve algum do seu tempo a falar com elas;

- Leve alguém que conhece - e que não tem recursos para o fazer - a uma consulta de oftalmologia ou de medicina dentária;

- Doe uma cadeira de rodas ou um cão-guia a quem precise;

- Compre alguns cobertores, ou dê os que já não precisa a alguém em dificuldades.


Precisa de mais dicas? Encontre-as
aqui! Você também pode fazer a sua homenagem virtual tuitando uma das verdades ditas por Nelson. O aniversário é dele, mas a luta pela qual ele dedicou e continua dedicando a sua vida, deve ser de todos nós!

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terça-feira, 12 de julho de 2011

O que você faz para combater o racismo na infância?

A discriminação racial persiste no cotidiano das crianças brasileiras e se reflete nos números da desigualdade entre negros, indígenas e brancos.

Com a campanha Por uma infância sem racismo, o UNICEF e seus parceiros fazem um alerta à sociedade sobre os impactos do racismo na infância e adolescência e sobre a necessidade de uma mobilização social que assegure o respeito e a igualdade étnico-racial desde a infância.

Baseada na ideia de ação em rede, a campanha convida pessoas, organizações e governos a garantir direitos de cada criança e de cada adolescente no Brasil.


Por que participar?

Diversidade étnico-racial entre as crianças deve ser motivo de orgulho – e não razão para discriminação.

Chamar a atenção sobre os impactos do racismo na formação de uma criança é reconquistar os valores e as atitudes que possibilitam o reconhecimento da riqueza da diversidade brasileira; e de como essa riqueza tem valor como bem imaterial para nossas crianças e adolescentes, gerando uma sociedade mais justa.

O Brasil tem desenvolvido muitas ações relevantes em favor da criança. Mas a distância entre a política pública e as crianças indígenas, brancas e negras é muito grande e persiste há muitos anos.

Para fazer acontecer a igualdade é preciso olhar de frente essa questão e dar o valor devido à diversidade.


Crianças e adolescentes têm o direito a conhecer e valorizar os diferentes modos de agir, de pensar, de ver o mundo e de aprender a se relacionar com o outro.

Crianças também têm o direito de ser reconhecidas em suas identidades e de desenvolver a sua autoestima e seus valores como grupo étnico ou histórico.

Logo de cara, você tem 10 maneiras de contribuir. Pode também baixar o folder da campanha e distribuir para os seus contatos. Além, é claro, de juntar-se à campanha no Twitter e no Facebook!

Foto: A vida continua - Adenor Gondim

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Pesquisa mapeia casos de intolerância religiosa ocorridos no Brasil


Por Denise Porfírio


Episódios criminosos de intolerância religiosa registrados nos últimos 10 anos foram sistematizados pelo Mapa da Intolerância Religiosa – Violação ao Direito de Culto no Brasil, lançado na última semana, na Bahia. O documento inédito sistematiza a nível nacional os casos de desrespeito à liberdade de culto cometidos contra religiosos de matriz africana, muçulmanos, judeus, católicos, entre outros grupos religiosos.

“A intolerância religiosa é um atentado à democracia e fere gravemente a pluralidade que marca a civilização nacional. Neste sentido, é importante divulgar manifestações racistas a fim de que providências sejam tomadas efetivamente”, afirma o diretor do Departamento de Proteção ao Patrimônio Afro-brasileiro da Fundação Cultural Palmares, Alexandro Reis.

A liberdade de culto é assegurada pela Constituição Brasileira, no entanto, segundo Marcio Alexandre Gualberto, autor do trabalho, é visível que exista uma vítima preferencial de intolerância religiosa em nosso país. “Essa vítima é o praticante das religiões de matriz africana, como o Candomblé e a Umbanda, sendo, portanto, estes os mais frequentes e, quase sempre, os mais graves casos de extremismo religioso”, afirma.

De acordo com o autor, a proposta do mapa não é apenas apresentar denúncias, mas mostrar o quanto se tem avançado no combate à intolerância religiosa e a importância do esforço de organizações e de movimentos sociais e religiosos que se mobilizam, se articulam e pressionam o poder público para pôr um fim à intolerância religiosa, seja produzindo documentos, ou até mesmo chamando para o diálogo outras tradições religiosas para somar força.

O objetivo é fazer do mapa um projeto permanente que transforme a pesquisa em um site que receba denúncias de todo o país, que aponte os estados onde ocorrem mais casos e que encaminhe as denúncias aos órgãos respectivos de cada estado ou município para que possam dar solução às intolerâncias sofridas.

DIA NACIONAL DE COMBATE À INTOLERÂNCIA RELIGIOSA – No ano 2000, em Salvador, um ato de intolerância religiosa ocasionou a morte da líder de matriz africana Mãe Gilda, que foi vítima de um enfarto após ver sua foto publicada em um jornal de grande circulação acompanhada de um texto depreciativo. O triste episódio marcou o dia 21 de janeiro como uma data importante para estimular a sociedade a dialogar sobre o assunto e construir mecanismos de reconhecimento e valorização para que essas religiões possam ser devidamente protegidas e respeitadas.

A yalorixá Jaciara de Oxum, filha de Mãe Gilda, acredita que somente a força da educação, pelo ensino da História da África e da Cultura Afro-Brasileira (lei 10.639/2003) nas escolas, pode combater a falta de habilidade ou de vontade de aceitar a crença do outro. Sacerdotisa do terreiro Axé Abassá de Ogum, a yalorixá afirma que a divulgação do mapa dará maior visibilidade para a importância dos cultos religiosos afro-brasileiros. “Precisamos mudar os rumos da sociedade e promover um dialogo de paz entre as religiões”, desabafa.


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