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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

ÌJUBÁ!

Contra a discriminação religiosa e o preconceito aos adeptos do candomblé!

O curta tem duração de 20'55", aqui apresentados em 2 partes, e foi produzido pelo acadêmico de Jornalismo da UFAL, Kleverton Almirante.

Baseado no candomblé, o vídeo registra depoimentos colhidos entre adeptos, simpatizantes e cidadãos comuns, sobre a religião. As falas ajudam a desmitificar sua demonização, enaltecendo a beleza e a riqueza das forças da Natureza representadas nos orixás.
Parte I


Parte II



Ìdajó ati Ìjubá! - Justiça e Respeito!
Òlorún xé á ìdajó! - O Senhor é quem faz justiça por nós!


Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!

sábado, 20 de agosto de 2011

Jardim das Folhas Sagradas - O candomblé no cinema

Um filme sobre a espiritualidade, ecologia e conflitos do cotidiano urbano. Jardim das Folhas Sagradas oferece o debate sobre bissexualidade, intolerância religiosa e preconceitos étnicos, ao mesmo tempo em que expõe nuances do Candomblé e discute a degradação das áreas verdes nas cidades vitimadas pela especulação imobiliária.

É o resultado de um amplo projeto de pesquisa a respeito da religião afro-brasileira. Parte de um conceito analítico, até crítico sobre o Candomblé, e revela detalhes de uma crença pouco conhecida além dos círculos da sua existência. É nítida a espiritualidade dos personagens enquanto vivem dramas cotidianos. Aborda assuntos expostos desde em O Amuleto de Ogum e Tenda dos Milagres (ambos de Nelson Pereira dos Santos) ao filme Barravento, de Glauber Rocha.


Jardim das Folhas Sagradas traz no elenco excelentes atores baianos, desde o conhecido João Miguel (Estômago (2007) e Melhor Ator no Festival do Rio 2005 por Cinema, Aspirinas e Urubus (2005)), aos estreantes no cinema nacional, mas de longa carreira no teatro baiano, a exemplo de Antônio Godi - que encarna o protagonista da trama -, Evelin Buccheger, Sérgio Guedes e atores do Bando de Teatro Olodum. A surpresa fica por conta da participação especial da cantora Mariene de Castro, debutando enquanto atriz.

Além de ter um ator negro enquanto protagonista, Jardim surpreende por abordar um negro como um profissional bem sucedido. O ator Antônio Godi vive o bancário Bonfim, casado com Ângela (Evelin Buchegger) - uma mulher branca e de crença evangélica. Bonfim conserva uma relação homossexual com Castro (João Miguel), mas depois de um acontecimento trágico, bombardeado por sonhos místicos e com a vida de cabeça pra baixo, resolve cumprir uma missão recebida no Candomblé: fundar o terreiro Kosí Euê Kosí Orixá, que em Iorubá significa “sem folha não há orixá”.

O local é afastado da cidade e preserva o contato entre natureza e religião. Porém essa segmentação ecológica enfrenta resistência de setores do próprio Candomblé, já que a maioria das sessões é realizada com o sacrifício de animais, aspecto determinante para que o terreiro permaneça protegido pelos orixás, e cuja desobediência pode trazer consequências funestas. Uma tradição que o moderno terreiro de Bonfim também pretende enfrentar.


Por meio de diversos conflitos, Bonfim experimentará o sabor do amor e do desprezo, da amizade e da traição, compartilhando o aprendizado da força e sabedoria ancestrais do Candomblé para a superação dos obstáculos, numa Salvador marcada pela expansão e especulação imobiliárias.


Jardim das Folhas Sagradas é o primeiro longa-metragem da carreira de Pola Ribeiro, baiano de 55 anos que sempre atuou nas artes visuais. Nele, a discussão social abordada, segundo o diretor de cinema Bernard Attal, “é comum ao negro de Salvador e de Paris”. O filme teve premiére nacional durante o Festival do Rio 2010 e estreia comercial prevista para maio de 2011 em Salvador e Luanda (Angola) simultaneamente.

Para baixar este release clique aqui. Baixe também o PDF com informações do filme em português, inglês e francês. Acompanhe a produção do filme nas redes sociais: Facebook, Twitter, Orkut, Youtube e Blog.

Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!

sábado, 28 de maio de 2011

Pai Agenor, um homem de fé, sabedoria e força


Chamado de 'O Senhor do Futuro' em artigo da Academia Brasileira de Letras, Agenor Miranda Rocha foi (e continua sendo) uma lenda vida do candomblé no Brasil.

Pai Agenor, como ficou conhecido, nasceu em Luanda – Angola, em 08 de Setembro de 1907. Trazido muito pequeno para o Brasil, foi em Salvador que o jogo de búzios de Mãe Aninha lhe devolveu a vida quando os médicos disseram que ela lhe abandonaria. A extrema dedicação ao candomblé, que sempre permeou a vida de Pai Agenor, fez com que ele se tornasse uma das mais respeitadas personalidades religiosas por todas as lideranças de tradicionais terreiros do Brasil. Foi através dos seus búzios que decidiu-se a sucessão de importantes terreiros: Mãe Senhora e Mãe Menininha do Gantois; Mãe Oké e Mãe Tatá, na Casa Branca do Engenho Velho; Mãe Stella de Oxóssi, no Ilê Axé Opô Afonjá; Mãe Índia, no Terreiro do Bogun (o último grande jogo de sucessão antes de seu falecimento).

Filho de um diplomata com uma cantora lírica, foi professor catedrático, poeta, musicista e cantor lírico seguindo os passos da mãe. Um Vento Sagrado, expressão usada por Agenor Miranda para definir os Orixás, tornou-se também o tema de um documentário (Brasil, 2001, 93min) do diretor Walter Lima com participação de atores como Alessandra Negrini, Ingrid Guimarães e Camila Amado, além da narração de Othon Bastos sobre a vida de Pai Agenor, mostrando inclusive, sua recepção em Roma, pelo Papa. Também tornou-se título de uma biografia escrita por Muniz Sodré e Luiz Filipe de Lima com impressão pela Editora Mauad.

Pai Agenor morreu em 1994, 92 anos após ter sido salvo pelo axé dos orixás. Como bem disse Mãe Menininha do Gantois, "Quem não conhece Agenor, não conhece candomblé".


Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!