terça-feira, 22 de março de 2011

21 de Março - Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial

O Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), em memória dos que tombaram no Massacre de Sharpeville. O crime ocorreu no ano de 1960, na cidade de Johannesburgo, capital da África do Sul, matando 69 pessoas e ferindo outras 186, entre crianças, mulheres e homens negros que protestavam contra a Lei do Passe, que os obrigava a portarem cartões indicativos dos locais por onde podiam circular. 

O crime de Sharpeville: Imperioso lembrar para jamais repetir, ou imitar
Por Eloi Ferreira de Araujo, Correio Braziliense
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Hoje é um dia especial para a cultura negra. Há exatos 51 anos, 69 crianças, mulheres e homens negros foram assassinados em praça pública pelo exército sul-africano no bairro de Sharpeville, na cidade de Johannesburgo. Motivo: terem saído às ruas, pacificamente, para reivindicar a extinção da Lei do Passe, que os obrigava a portar cartões de identificação com o registro dos locais por onde lhes era permitido circular.

O crime do regime do Apartheid da África do Sul ficou conhecido como O Massacre de Sharpeville. E motivou a instituição do Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, pela Organização das Nações Unidas (ONU). Uma data que o Brasil, a maior Diáspora Africana do continente americano, tem razões, infelizmente, para relembrar.

O Governo Brasileiro, em articulação com a sociedade civil organizada, tem dado passos largos para desestabilizar a mentalidade que constrói tragédias como a de Sharpeville. As políticas de ações afirmativas, que elevaram consideravelmente o número de negros e negras nas universidades públicas; e a sanção do Estatuto da Igualdade Racial, marco histórico para a construção da igualdade de oportunidades entre negros e não-negros, são dois dos mais recentes passos da política de inclusão para o acesso aos bens econômicos e culturais do País.

Mas ainda há muito a enfrentar.

Uma rápida análise do noticiário é suficiente para identificar manifestações de racismo na sociedade brasileira. Em 13 de janeiro deste ano, por exemplo, os seguranças de um supermercado em São Paulo foram acusados de apreender, ilegalmente, uma criança de 10 anos, sob acusação de furto e gritos de “negrinho sujo e fedido”. Depois de submeter o garoto a humilhações, os seguranças encontraram em seu bolso o ticket que comprovava que ele pagará pelos objetos sob suspeita…

No Carnaval baiano deste ano, mais um indicativo de discriminação. O líder da banda de pagode Psirico acusou um empresário, em plena Avenida, sob as luzes das câmeras de TV, de tê-lo chamado de “preto” e “favelado”. Os casos ganharam destaque nos veículos de comunicação de massa, mas são apenas dois exemplos, dentre diversos outros registrados em notas de rodapé ou em Boletins de Ocorrência Policial.

O caldo de cultura que baseia tais ataques à identidade de descendentes de africanos está, sem sombra de dúvida, entrelaçado com o perfil dominante das mortes violentas no País, que vitimam, em sua maioria, jovens negros, segundo estudos sobre violência urbana da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O mesmo caldo que motivou o assassinato dos jovens sul-africanos.

E os brasileiros têm consciência da força simbólica do racismo. Não foi à toa que festejaram a eleição do presidente Barack Obama nos Estados Unidos da América. Um negro no comando da mais poderosa nação do mundo emite simbolismo oposto ao que guia as mãos e as vozes que agridem a identidade dos negros e negras no Brasil e no mundo.

Não foi à toa também que, das conversas com a presidenta Dilma Rousseff, tenha constado a agenda da cultura negra. Para além dos resultados imediatos da discussão sobre o Plano de Ação Conjunta Brasil-Estados Unidos para a Eliminação da Discriminação Étnico-racial e Promoção da Igualdade, que norteou a pauta sobre o assunto, há os efeitos simbólicos da visita em si de Barack Obama sobre a identidade negra no Brasil.

Efeitos previsivelmente positivos. Um dos muitos que, esperamos, serão gerados em 2011, instituído pela ONU como o Ano Mundial dos Afrodescendentes.

* Artigo de Eloi Ferreira de Araujo, presidente da Fundação Cultural Palmares, publicado originalmente no Correio Braziliense, sob título “O crime de Sharpeville”.
Créditos da Imagem

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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Yaônilé no XXXVI Encontro Cultural de Laranjeiras

Yaônilé em Laranjeiras | Foto por flickr.com/felipemachado1

O XXXVI Encontro Cultural de Laranjeiras aconteceu entre 6 e 9 de Janeiro de 2011 na cidade de Laraneiras – Sergipe. Na sexta feira, 7, com a participação do Afoxé Akueran, o Yaônilé desfilou pelas ruas da cidade durante a Lavagem do Bonfim a convite da Secretaria de Cultura da cidade. O evento já é marca registrada no calendário sergipano e, a cada ano, ganha maiores proporções principalmente em número de turistas que visitam a cidade.

A união dos terreiros para a promoção da Lavagem é uma manifestação clara de que a união pode mobilizar setores públicos, privados e, de forma bem mais abrangente, toda a comunidade. O cortejo foi acompanhado por centenas de pessoas que cantavam e dançavam ao som do afoxé sempre afiado dos tambores do Akueran. A parceria firmada tem mostrado muitos resultados.

Agradecemos o convite realizado através dos Babalorixás Fernando Kassideran e Wesley Lelê, e ratificamos a nossa honra em estarmos unidos ao povo de santo de Laranjeiras e de todo o estado para a promoção de eventos públicos que reforcem a força dos movimentos afro-brasileiros. A Lavagem do Bonfim ficou marcada no XXXVI Encontro Cultural de Laranjeiras pela beleza, sonoridade e pela paz. Epa, Babá! 

Confiram as fotos da participação do Yaônilé!
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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

02 de Fevereiro é dia de Iemanjá!

Os primeiros raios de luz que saltam sobre o horizonte já anunciam as celebrações. O corpo veste branco e tons de azul traduzindo a alma que se cobre de sal e espuma. O dia é da grande mãe africana do Brasil, a senhora das águas Yemanjá, iyabá (orixá feminino) da mitologia afro-brasileira, a mãe dos navegantes dessa imensa nau que é o Brasil.

As águas celebram uma festa íntima, o mar agita-se para saudar sua rainha, a doce mãe de todos. Há uma emoção particular, uma comoção coletiva. As rosas e os presentes lançados em oferendas ao mar são misturados pelas ondas e tragados pelas correntes marítimas para chegarem ao seu destino - as fortes e delicadas mãos da senhora dos oceanos.

Ogunté, Marabô, Caiala, Sobá, Oloxum, Inaê, Janaína. Em suas sete qualidades, reverenciamos a matriarca do panteão afro-brasileiro com o coração embevecido de uma tênue tristeza traduzida em seu canto. Toda a costa brasileira fica mais perfumada e colorida. Hoje é 02 de Fevereiro. É dia de Iemanjá.

Para homenagear esta data, preparamos um ábum especial com imagens das apresentações que fizemos em louvor à Rainha das águas salgadas. 



Confiram também algumas lendas que publicamos sobre Iemanjá:
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Convite à Sociedade: III Águas de Yá Ori

As homenagens a Iemanjá seguem por todo o Brasil. Assim como em Salvador, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, Aracaju também promove os seus festejos em celebração à Rainha do Mar. E é com muita honra que repassamos o convite enviado ao Yaônilé pela Associação Luz do Oriente (ALO) que, em parceria com o Ilê Axé Oyá Tassitaô, promove na tarde de hoje o III Águas de Yá Ori. O evento será realizado na Orla do bairro Industrial, a partir das 16h de hoje, 02 de fevereiro, em homenagem a Iemanjá.

A Associação Luz do Oriente nasceu dentro do Ilê Axé Oyá Tassitaô, localizado no bairro Industrial, zona periférica da cidade de Aracaju. O surgimento da associação veio suprir uma carência da população daquela localidade em atividades de promoção da educação, saúde, cultura, dentre outras. A ALO desenvolve um trabalho assistencialista e sócio-educativo com a comunidade dispondo, basicamente, de recursos próprios.

Para conhecer mais sobre a ALO visite seu perfil oficial no Orkut.

O Yaônilé estará presente e você?

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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Estamos de volta! Bem vindo, 2011!

Chegou a hora de reiniciarmos as nossas atividades aqui no blog. Reiteramos a nossa alegria com o número de visualizações de nossos posts que, mesmo sem as atualizações diárias, manteve a média geral. Somos gratos por termos conquistado a atenção e o carinho do vocês que são a razão do nosso trabalho. Nosso público é a terra fértil onde lançamos as sementes da tolerância religiosa, da fraternidade e do amor ao próximo através do respeito às diferenças. Nos sentimos profundamente honrados.

Há um saldo de apresentações não publicadas que priorizaremos nos próximos posts. Estivemos no Hotel Mercure Aracaju Delmar e na cidade de Laranjeiras, apresentando nossa dança, desfilando nosso ijexá. Mas, antes de falarmos sobre o futuro que tal relembrarmos o passado? Compartilhamos com vocês alguns dos nossos albúns disponíveis no Flickr. Acessem, comentem! Ah! Feliz Ano Novo!







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