terça-feira, 24 de agosto de 2010

A emocionante entrega do Troféu Palmares

Chica Xavier, Mãe Neide e Alaíde do Feijão recebem as estatuetas, respectivamente, de Juca Ferreira, Zulu Araújo e Vovô

Mãe Neide D´Oxum, Alaíde do Feijão e Chica Xavier subiram ao palco do Teatro Nacional de Brasília, sexta-feira passada (20), para receber, simbolicamente, a homenagem pelo trabalho em benefício da sociedade brasileira: o prestigioso e significativo Troféu Palmares, concedido pelo Ministério da Cultura, por meio da Fundação Cultural Palmares, e que marca, também, os 22 anos de existência desta organização.

A vencedora do campo religioso, Mãe Neide D'Oxum, de Alagoas, recebeu a estatueta das mãos do presidente Zulu Araújo. "Um prêmio mais que merecido! Mãe Neide, além do importante acolhimento espiritual que realiza em Maceió, foi uma das primeiras a acudirem os nossos irmãos quilombolas, em união dos Palmares (AL), durante as enchentes ocorridas no estado", afirmou. Com um belo canto de saudação a Yemanjá, a sacerdotisa agradeceu à Palmares e às pessoas que nela votaram.

Para entregar o prêmio à vencedora do campo social, Alaíde do Feijão, subiu ao palco Antônio Carlos dos Santos - o Vovô -, ilustre fundador da agremiação Ilê Aiyê, de Salvador (BA). "Estou muito feliz por entregar este símbolo da Palmares para uma conterrânea! Alaíde é importante não só pela culinária que pratica, mas por tudo que já fez pelo movimento negro, que, ao longo dos anos, alimentou não apenas com seu famoso feijão, mas com idéias e coragem", resumiu Vovô.

Por fim, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, passou o troféu às mãos da atriz Chica Xavier, a vitoriosa candidata do campo cultural. Em agradecimento, Chica entoou um comovente canto de louvação aos deuses africanos. Juca Ferreira reverenciou a grande artista, precursora e símbolo de gerações e gerações de atrizes e atores negros, parabenizando a Fundação Cultural Palmares pelo importante trabalho de preservação e incentivo à cultura afro-brasileira realizado durante sua gestão.

Noite mais emocionante, impossível. 

Fonte: FCP (Por Sal Freire)
Foto: Sétima Produções | Divulgação Palmares

Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!

Sete divas e um oceano musical para Yemanjá




7 rainhas: Margareth Menezes, Luciana Mello, Rosa Marya Colin, Alaíde Costa, Mart´nália, Paula Lima e Daúde 




Maestro, orquestra e banda abrem o espetáculo

Concerto Mães D´Água - Yèyé Omó Ejá. Teatro completamente lotado. Entram orquestra, banda e maestro. Os primeiros acordes anunciam a grandeza da celebração. Todos vestindo branco no palco azul, beleza de espuma nas ondas do mar, berço de Yemanjá.

Sob a suave iluminação, emerge do oceano musical a primeira sereia da noite, ornada como deusa, com porte de rainha, Paula Lima, entoando, com sua voz especialíssima, Caminhos do mar, de Dorival Caymmi, Danilo Caymmi e Dudu Falcão. O público, desde o início arrebatado, aplaude ainda mais quando ouve uma outra voz, vinda das coxias, abraçar o canto de Paula: é Luciana Mello, com seu jeito de sereia-menina e um cativante sorriso no rosto, que vem cantando a bela Arrastão, de Edu Lobo e Vinícius de Morais. E é Luciana que continua (en)cantando, com Pedra e areia, de Lenine e Dudu Falcão.

Não poderia ser mais impactante a abertura do espetáculo, que trouxe aos holofotes do Teatro Nacional, em Brasília, sete sereias, divas, divindades negras da música brasileira. Concerto dedicado às mulheres e à grande mãe africana do Brasil, a senhora das águas Yemanjá, iyabá (orixá feminino) da mitologia afro-brasileira que indiscutivelmente é a mais louvada e cantada por todo País, e, por isso, escolhida pela Fundação Cultural Palmares para ser o fio condutor do show, que encerrou, em grande estilo, as comemorações do seu aniversário de 22 anos.

E o espetáculo continua num crescendo de emoção. Quem vem pra beira do mar, de Dorival Caymmi,Canto de Iemanjá, de Baden Powell e Vinícius de Moraes, e Conto de areia, de Romildo S. Bastos e Toninho Nascimento, são as perólas seguintes, ofertadas à Rainha das Águas pelas ilustres sereias-mães Rosa Marya Colin e Alaíde Costa. O lirismo, a suavidade e o romantismo emprestados às músicas pela voz destas maravilhosas cantoras enfeitiçaram de tal modo os navegantes dessa nau sonora, que, por pouco, muitos não se atiraram ao mar, em busca da eternidade deste momento de perfeição estética.

Margareth Menezes, diva negra do poder, força e afirmação, chega com o grande Candeia, da velha-guarda da Portela, avisando que O mar serenou "quando ela pisou na areia....", arrancando ovações da platéia. E o que parecia impossível aconteceu, mais entusiasmo ainda no ambiente com a entrada dadiva-contra-diva Mart´nália, fazendo um surpreendente dueto com Margareth em Rainha do mar, de Dorival Caymmi. Com sua autenticidade, irreverência e um admirável "jogo de cintura", provado ao driblar, com maestria, o esquecimento da letra de Na beira do mar, de Mateus e Dadinho, Mart´nália conquista as palmas e o afeto da platéia.

E a esperada última sereia da noite, Daúde, pousa como uma libélula dourada nestas águas simbólicas já repletas de ricas oferendas musicais à Rainha do Mar. Seu timbre, sofisticado e originalíssimo, transformou Agradecer e abraçar, de Vevé Calazans e Gerônimo, e Lenda das sereias, de Vicente, Dionel e Veloso, em dois luxuosos presentes oferecidos a Yemanjá, nesta noite memorável, imortalizada pela gravação ao vivo de um DVD.

Os brilhantes solos e duetos sustentaram o espetáculo até o final, quando as sete divas, em um encontro emocionante, cantaram juntas Dois de fevereiro, o grande hino a Yemanjá composto pelo baiano Dorival Caymmi.

Embora a conexão entre as divas e a divindade - suas sete representações - permeasse toda a concepção do espetáculo, o mimetismo não se expressou de forma óbvia. O figurino, criativo e belíssimo, e a iluminação, que realçava, com sensibilidade, o clima de cada canção, foram os ´detalhes´ que fizeram a diferença, complementando, com brilho e luxo, do jeito que Yemanjá gosta, este grandioso espetáculo.

Parabéns, Palmares!


Fonte: FCP (Por Sal Freire)
Fotos: Sétima Produções | Divulgação Palmares

Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!

Parabéns, Brenda!


E as comemorações de aniversários no mês de Agosto não páram. Depois de Givaldo e André hoje a festa é de Brenda, nossa querida Xuxa.
Com um jeito inconfundível de moça traquina e ao mesmo tempo tímida é impossível não se render aos encantos dessa mulher-menina. Seus comentários, sempre irreverentes, permeiam de alegria nossos ensaios, apresentações e reuniões. Com a postura de quem não veio ao mundo a passeio, Xuxa conquista seu espaço naturalmente encantando a todos com uma simplicidade e carisma frutos daquilo que mais sabe fazer: amar.
Amamos você, Xuxinha!


Saiba mais sobre Brenda clicando aqui.


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Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Parabéns, André!

Hoje é aniversário do nosso Diretor de Produção, André Albuqerque.


Nada que aqui seja escrito pode ser fiel à intensidade do nosso sentimento por você. Nenhuma palavra, gesto ou ação. Nada além do que você vê em nossos olhos, porque é através deles que a sinceridade e a felicidade da alma encontram uma brecha e se lançam para fora.
Parabéns por ser essa pessoa destemida, prestativa e generosa. Parabéns por estar presente em nossa família e dar mais sentido a ela. Parabéns pelas risadas, pelos puxões-de-orelha, conselhos e brincadeiras. Parabéns por preferir fazer o espetáculo a assistí-lo. Parabéns por fazê-lo sempre com o zelo e a atenção somente encontrados nos mestres. Parabéns por mais que tudo.
Damos-lhe os parabéns porque apenas agradecer nunca seria suficiente.
Amamos você!

Saiba mais sobre André clicando aqui.

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Deus é tudo acima de todas as coisas!
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sábado, 21 de agosto de 2010

O memorável encontro de sete divindades negras


Alaíde Costa, Daúde, Luciana Mello, Margareth Menezes, Mart´nalia, Paula Lima e Rosa Marya Colin



"Yèyé significa mãe, em yoruba; yèyé omó ejá[1], mãe cujos filhos são peixes; mãe d´água - ou Iemanjá. Mito africano, reverenciado em quase todo o mundo, Iemanjá nasceu negra, mas foi embranquecendo, na esteira do mimetismo dos negros escravizados com a cultura de seus dominadores. Para reafirmar as origens desta bela lenda, sobem ao palco do Teatro Nacional de Brasília, nesta sexta-feira (20), sete grandes intérpretes negras da Música Popular Brasileira.


Mães D´Água - Yèyé Omó Ejá, o concerto produzido pela Fundação Cultural Palmares para celebrar seus 22 anos de criação, promove um inédito encontro entre Alaíde Costa, Daúde, Luciana Mello, Margareth Menezes, Mart´nália, Paula Lima e Rosa Marya Colin, que, sob a regência do maestro Ângelo Rafael Fonseca, executarão um repertório composto por canções que saúdam a rainha das águas. Como linha-guia do concerto, os sete mais conhecidos arquétipos da iyabá (feminino de orixá) das águas."

Esta é a descrição do Espetáculo dirigido por Fábio Espírito Santo, Mães D'Água, no qual as sete cantoras convidadas representaram as sete Iemanjás. O espetáculo, que aconteceu ontem, poderá chegar às nossas casas através do DVD gravado na ocasião. Poder compartilhar notícias sobre o sucesso de iniciativas culturais que enobrecem as religiões afro-brasileiras é, indiretamente, endossá-las com o orgulho e muito axé. Que a despeito do preconceito (contra o qual sempre lutaremos) possamos desenvolver as nossas atividades e pautar o nosso trabalho na seriedade de quem tem amor pela religião e pelos orixás. Que estes sejam a chancela de integridade presente na FCP e também no Yaônilé.

Fonte: FCP

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