quarta-feira, 31 de março de 2010

Homenagem - 27 anos sem Clara.



No próximo dia 02 o Brasil vive o 27º aniversário de morte da mineira Clara Francisca Gonçalves Pinheiro, mais conhecida como Clara Nunes. Clara nasceu em 12 de agosto de 1943 na cidade de Caetanópolis e foi, sem dúvidas, uma das maiores intérpretes brasileiras. Pesquisadora da música popular brasileira, de seus ritmos e de seu folclore, Clara também viajou várias vezes para a África, representando o Brasil. Foi a primeira cantora brasileira a vender mais de 100 mil cópias, derrubando um tabu segundo o qual mulheres não vendiam disco. Cantou as religiões afro-brasileiras em quase todos os seus álbuns e nunca se envergonhou de afirmar-se Umbandista. Em 02 de abril de 1983, um sábado de aleluia, após 28 dias de internação na Unidade de Tratamento Intensivo da Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro, Clara, aos 39 anos, veio a óbito.

Na voz de Clara Nunes algumas músicas tornaram-se hinos. Um manifesto de brasilidade se estampa na capa de seus álbuns, a percussão e o trio de atabaques sempre presentes em seus arranjos, os orixás cantados e encantados, a elevação da raça. Músicas como Iansã cadê Ogum, O mar serenou, Conto de Areia, entre tantas.

O Yaônilé presta uma homenagem a Guerreira (como era chamada) apresentando coreograficamente Canto das Três Raças e Morena de Angola reforçando o coro que enaltece as nossas origens.

Como não existe um site oficial da cantora, disponibilizamos os links pra quem quiser conhecer mais a carreira desta incrível interpréte – Biografia e Discografia | Ouça os álbuns.

Saravá, Clara Nunes!


Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!

domingo, 28 de março de 2010

Yaônile por quem assistiu. #2 | Jouberto Uchôa

 “...depois de assistirmos a essa agradabilíssima apresentação criada e dirigida por um aluno desta casa, aluno este que tem talento suficiente para ser aplaudido por uma platéia em pé, esses jovens que nos enebriaram de encanto e magia, estão de parabéns por esse magnífico trabalho.”

Trecho transcrito do discurso do Excelentíssimo Sr. Reitor da Universidade Tiradentes, Jouberto Uchôa, durante a abertura da IV SemEx.

Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!

Laboratórios

No desenvolvimento das coreografias das danças dos orixás é imprescindível o contato com as forças a eles conectadas. Nesse contexto o Yaônilé desenvolve laboratórios ao vento, mar, rio. Na foto, o ensaio do Movimento do Fogo, Pedreiras e Tempestades - Yansã, Rainha dos Ventos.

Axé a todos os nossos irmãos!
Olorum Colofé!
Deus é tudo acima de todas as coisas!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Entre a cruz e a encruzilhada


Para que os negros pudessem exercer sua fé e reverenciar seus ancestrais na terra de Vera Cruz foi necessário que fizessem uma camuflagem de seus rituais sob o olhar católico de seus senhores. Era inevitável: ser um brasileiro vivo dependia do credo na Santa Madre Igreja, o catolicismo era a única região tolerada por aqui e a única forma de ser legitimado socialmente. Como a nação Brasillis era constituída também por índios, a esfera dos cultos recebeu um reforço das pajelanças tupis guaranis sendo incorporadas louvações a espíritos indígenas dentro da miscelânea.

Assim surgiu o sincretismo religioso, o paralelismo entre o catolicismo branco, a tradição dos orixás da vertente negra e símbolos e os espíritos de inspiração indígena, contemplando as três fontes básicas do Brasil mestiço, seguindo o calendário festivo da Igreja Católica, santificando os ritos e sacramentos católicos. Mesmo após o século XIX, quando os negros se viram livres, continuaram a afirmar-se católicos (medo, retaliação?) o que acabou fazendo com que o candomblé da Bahia, o Xangô de Pernambuco, o Tambor-de-mina do Maranhão, o Batuque do Rio Grande do Sul e outras denominações, fossem arroladas pelo censo do IBGE sob o nome único e mais conhecido: candomblé.

terça-feira, 23 de março de 2010

Yaônilé por quem assistiu. #1 | Gilton Kennedy


Gostaríamos de agradecer o email de congratulação que recebemos hoje do Pró-Reitor da Universidade Tiradentes, Gilton Kennedy. Ficamos muito felizes em ter participado de um grande evento como a 4ª SemEX e mais felizes estamos por já estarmos elencados para fazermos a abertura de outro grande evento da Instituição.

Abaixo, transcrevo o email recebido para que todos possam compartilhar conosco essas belas palavras.

"Prezado Danilo,

Gostaria de expressar meus sentimentos com relação a apresentação cultural realizada no dia 08.03.2010, fico muito feliz quando vejo um grupo de jovens entusiasmados e contentes em representar com seriedade a nossa cultura, pois percebi com clareza o entusiasmo e competência de todos do grupo, o bom profissionalismo desenvolvido no palco.
Gostaria de destacar a importância de tal acontecimento, pois foi demonstrado como é belo um trabalho desenvolvido com espírito de equipe e passando para toda a comunidade o valor real da cultura negra em nosso estado.


Atenciosamente,


Gilton Kennedy Souza Fraga
Pró-Reitor Adjunto de Assuntos Comunitários e Extensão
Universidade Tiradentes

Axé a todos os nossos irmãos!
Deus é tudo acima de todas as coisas!
Olorum Colofé!